SAÚDE

Santa Catarina vai receber R$ 141 milhões para ampliar rede do SUS

Investimento federal garantirá 647 obras no estado, incluindo novas UBSs, policlínica em Balneário Camboriú, Caps em São Francisco do Sul e reforço ao Samu

Santa Catarina vai receber R$ 141 milhões para ampliar rede do SUS
Publicado em 24/07/2025 às 5:36

Santa Catarina será um dos estados beneficiados pelo novo pacote de investimentos do governo federal para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Através do Novo PAC Seleções, o estado receberá R$ 140,9 milhões para a realização de 647 obras, aquisição de equipamentos, veículos e construção de unidades de saúde. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (23).

Com o recurso, o estado ganhará 11 novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de 342 combos de equipamentos para modernização das unidades já existentes. Também estão previstos 241 kits de teleconsulta, permitindo que os catarinenses tenham acesso a atendimento especializado mesmo sem sair do município. Santa Catarina ainda será contemplada com seis unidades odontológicas móveis.

Um dos principais destaques do pacote é a construção de uma policlínica no município de Balneário Camboriú. A unidade faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar o número de consultas, exames e cirurgias no país. Já na área da saúde mental, o estado ganhará um novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em São Francisco do Sul, voltado para o atendimento de pessoas com transtornos psicológicos ou dependência química.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também será reforçado: Santa Catarina receberá 45 novas ambulâncias — 27 para ampliação da frota e 18 para substituição de veículos antigos.

Nacionalmente, o Novo PAC Saúde prevê investimentos totais de R$ 6 bilhões, com impacto direto em 95% dos municípios brasileiros. Entre as ações previstas estão a construção de 800 novas UBSs, implantação de 7 mil salas de teleconsulta, entrega de 1.533 ambulâncias do Samu e distribuição de equipamentos para cerca de 10 mil unidades já existentes.

Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é estruturar a atenção primária e reduzir o tempo de espera por atendimentos, desafogando hospitais e tornando o SUS mais acessível e eficiente.

Foto: Ministério da Saúde, Divulgação