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Trump diz que ‘ninguém está sendo liberado’ e que avalia tarifas para smartphones e eletrônicos | Economia

Na sexta-feira, o governo Trump retirou celulares, laptops e outros eletrônicos das tarifas recíprocas. Mais cedo, o secretário do comércio, Howard Lutnick, havia afirmado que medida é temporária.

Trump diz que ‘ninguém está sendo liberado’ e que avalia tarifas para smartphones e eletrônicos | Economia
Foto: REUTERS/Nathan Howard
Publicado em 13/04/2025 às 21:46

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (13) que a cadeia de eletrônicos não está sendo liberada de seu tarifaço, e que o governo está analisando sua mudança apenas para uma nova categoria de tarifas.

Na sexta-feira, o governo americano havia isentado smartphones, laptops e outros eletrônicos das tarifas recíprocas. Com a decisão, esses produtos ficariam de fora das tarifas de 145% impostas à China, principal polo de produção de eletrônicos como o iPhone, e da alíquota de 10% aplicada à maioria dos outros países.

A autoridade dos EUA listou 20 categorias de produtos, que além dos celulares e computadores, incluem semicondutores, chips de memória e monitores de tela plana. São itens que não costumam ser fabricados nos EUA e a instalação de uma produção no país exigiria anos de estruturação.

“Não houve ‘exceção’ tarifária anunciada na sexta-feira. Esses produtos [chineses] estão sujeitos às tarifas de 20% sobre o fentanil existentes e estão apenas mudando para um ‘balde’ tarifário diferente”, diz Trump.

“Estamos analisando semicondutores e toda a cadeia de suprimentos de eletrônicos nas próximas investigações de tarifas de segurança nacional”, prossegue o presidente dos EUA.

“O que foi exposto é que precisamos fabricar produtos nos EUA e que não seremos reféns de outros países, especialmente nações comerciais hostis como a China, que fará tudo ao seu alcance para desrespeitar o povo americano.”

As isenções anunciadas na sexta-feira são um benefício direto a empresas de tecnologia dos EUA, como Nvidia e Dell, assim como própria a Apple, que fabrica iPhones e outros produtos de ponta na China.

O Ministério do Comércio chinês chegou a comentar a decisão dos EUA, dizendo que foi um “pequeno passo” e que a China estava “avaliando o impacto” dela.

“Instamos os Estados Unidos (…) a tomarem medidas importantes para corrigir seus erros, eliminar completamente a prática errônea de tarifas recíprocas e voltar ao caminho certo do respeito mútuo”, disse o porta-voz do ministério no texto.

Mas, mais cedo neste domingo (13), o secretário do comércio, Howard Lutnick, havia afirmado que a isenção das tarifas sobre componentes eletrônicos é temporária.

Segundo ele, os EUA precisam fazer os próprios eletrônicos, veículos e remédios, como forma de proteger a segurança nacional. “Nós fizemos isso para automóveis, vamos fazer para farmacêuticos e para semicondutores”, disse.

“Eles estarão isentos das tarifas recíprocas, mas estarão inclusos nas tarifas de semicondutores, que estão por vir daqui a provavelmente um ou dois meses”, apontou Lutnick.

Veja o post de Trump abaixo

“NINGUÉM está sendo “liberado” dos desequilíbrios comerciais injustos e das barreiras tarifárias não monetárias que outros países têm usado contra nós, especialmente a China, que, de longe, nos trata pior! Não houve “exceção” tarifária anunciada na sexta-feira. Esses produtos estão sujeitos às tarifas de 20% sobre o fentanil existentes e estão apenas mudando para um “balde” tarifário diferente. A mídia falsa sabe disso, mas se recusa a relatar. Estamos analisando semicondutores e TODA A CADEIA DE SUPRIMENTOS DE ELETRÔNICOS nas próximas investigações de tarifas de segurança nacional. O que foi exposto é que precisamos fabricar produtos nos Estados Unidos e que não seremos reféns de outros países, especialmente nações comerciais hostis como a China, que fará tudo ao seu alcance para desrespeitar o povo americano. Também não podemos permitir que continuem a nos abusar no comércio, como tem feito há décadas, ESSES DIAS ACABARAM! A Era Dourada da América, que inclui os próximos cortes de impostos e regulamentações, uma quantidade substancial dos quais foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, significará mais e melhores empregos, fabricando produtos em nossa nação e tratando outros países, em particular a China, da mesma forma que nos trataram. O resultado final é que nosso país será maior, melhor e mais forte do que nunca. Nós vamos, FAZER A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!”