PRISÃO

Operação Expurgo: Quatro presos em flagrante por armazenar pornografia infantil em SC e SP

Ação do CyberGaeco com apoio internacional apreende milhares de arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil; vítimas têm entre cinco e oito anos

Operação Expurgo: Quatro presos em flagrante por armazenar pornografia infantil em SC e SP
Foto: Ministério Público de Santa Catarina, Divulgação
Publicado em 27/06/2025 às 14:24

Na manhã desta sexta-feira, 27 de junho, o CyberGaeco, unidade do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a Operação Expurgo, que resultou na prisão em flagrante de quatro pessoas pelo crime de armazenamento de pornografia infantil.

A ação ocorreu simultaneamente em seis cidades: Indaial, Timbó, Camboriú, Brusque, Joinville (SC) e Ubatuba (SP), com o cumprimento de mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. O trabalho contou com apoio da Polícia Científica de Santa Catarina, Polícia Federal e da Homeland Security Investigations, agência ligada ao governo dos Estados Unidos.

Prisões em flagrante

Durante as buscas, foram encontradas milhares de imagens e vídeos de abuso sexual infantil nos dispositivos dos suspeitos. Duas prisões ocorreram em Timbó, onde um dos investigados armazenava 640 arquivos e o outro 588 arquivos de pornografia infantil. Em Indaial, um homem foi preso com 893 arquivos, e outro foi detido em Camboriú.

Em Joinville e Ubatuba (SP), não houve prisões, mas foram apreendidos dispositivos eletrônicos, incluindo notebooks, computadores, tablets, celulares e cerca de 15 HDs, que serão periciados para apurar a eventual prática de crimes ainda mais graves, como troca, venda ou produção de material pornográfico envolvendo crianças.

Suspeitos agiam de forma isolada, mas conectados por redes

De acordo com o promotor de Justiça Eliatar Silva Junior, coordenador estadual do CyberGaeco, os envolvidos não têm ligação direta entre si, mas participavam de grupos online dedicados à troca de conteúdo criminoso. Os suspeitos têm entre 20 e 40 anos e não possuíam antecedentes criminais. Um deles já havia sido preso anteriormente pelo mesmo crime.

“Essas pessoas agem no anonimato da internet. Embora isoladas, fazem parte de um ecossistema criminoso que alimenta a indústria global de pornografia infantil”, explica o promotor.

A investigação, que corre sob sigilo judicial, tem como objetivo descobrir se os envolvidos também produziam ou comercializavam esse tipo de conteúdo. As vítimas registradas nos materiais apreendidos são crianças entre cinco e oito anos de idade, muitas delas ainda não identificadas.

Alerta aos pais e responsáveis

O promotor Eliatar Silva também deixou um alerta à sociedade:

“Os pais precisam estar atentos ao que seus filhos acessam na internet. O perigo está cada vez mais próximo e se disfarça com facilidade nas redes.”

A pena prevista para armazenamento de material pornográfico infantil varia de 1 a 4 anos de prisão, enquanto o compartilhamento pode levar a 3 a 6 anos. Já a produção desse tipo de conteúdo tem pena de 4 a 8 anos de reclusão.