ATAQUE
Ataque do Irã no Catar impede pai de brasileira ferida na Indonésia de seguir viagem
Manoel Marins Filho, que tenta acompanhar o resgate da filha Juliana em vulcão na Indonésia, está preso em Lisboa por causa do fechamento do espaço aéreo em Doha

O ataque do Irã a uma base militar dos Estados Unidos no Catar, nesta segunda-feira (23), teve consequências inesperadas e emocionais para uma família brasileira. Manoel Marins Filho, pai da jovem Juliana Marins, está preso no aeroporto de Lisboa sem conseguir prosseguir viagem à Indonésia, onde sua filha aguarda resgate após cair durante uma trilha no Monte Rinjani.
Juliana, de 26 anos, é natural de Niterói (RJ) e está fazendo um mochilão pela Ásia desde fevereiro. Ela percorria o Monte Rinjani, um vulcão ativo localizado na ilha de Lombok, quando sofreu a queda. Segundo relatos da família, o guia turístico abandonou Juliana após ela relatar cansaço, prosseguindo com o grupo sem garantir sua segurança. Mais tarde, sozinha e sem apoio, ela teria se desesperado e caído.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Manoel agradeceu à diplomacia brasileira e ao presidente Lula pelo apoio, mas lamentou a impossibilidade de embarcar para o destino. Seu voo obrigatoriamente passaria por Doha, capital do Catar, cujo espaço aéreo está fechado em virtude do conflito geopolítico na região.
“Preciso chegar lá para acompanhar o resgate, mas ainda não conseguimos porque o espaço aéreo foi fechado. Espero voltar com minha filha viva”, desabafou Manoel.
O resgate de Juliana vem sendo dificultado pelo mau tempo no Monte Rinjani, com forte neblina e ventos intensos. A irmã da jovem, Mariana Marins, informou que Juliana ainda não recebeu comida nem água desde o acidente e reforçou que as primeiras informações sobre o guia estarem com ela eram falsas.
A trilha do Rinjani é considerada uma das mais desafiadoras da Indonésia, com altitudes acima de 2,6 mil metros e percursos que podem durar até quatro dias. A jovem fazia a trilha com um grupo e o apoio de uma empresa de turismo local.
Agora, entre tensões no Oriente Médio e as dificuldades de um resgate em condições extremas, a família Marins aguarda por um desfecho que traga Juliana de volta com vida.



