ATAQUE

Ataque do Irã no Catar impede pai de brasileira ferida na Indonésia de seguir viagem

Manoel Marins Filho, que tenta acompanhar o resgate da filha Juliana em vulcão na Indonésia, está preso em Lisboa por causa do fechamento do espaço aéreo em Doha

Ataque do Irã no Catar impede pai de brasileira ferida na Indonésia de seguir viagem
Publicado em 24/06/2025 às 5:26

O ataque do Irã a uma base militar dos Estados Unidos no Catar, nesta segunda-feira (23), teve consequências inesperadas e emocionais para uma família brasileira. Manoel Marins Filho, pai da jovem Juliana Marins, está preso no aeroporto de Lisboa sem conseguir prosseguir viagem à Indonésia, onde sua filha aguarda resgate após cair durante uma trilha no Monte Rinjani.

Juliana, de 26 anos, é natural de Niterói (RJ) e está fazendo um mochilão pela Ásia desde fevereiro. Ela percorria o Monte Rinjani, um vulcão ativo localizado na ilha de Lombok, quando sofreu a queda. Segundo relatos da família, o guia turístico abandonou Juliana após ela relatar cansaço, prosseguindo com o grupo sem garantir sua segurança. Mais tarde, sozinha e sem apoio, ela teria se desesperado e caído.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Manoel agradeceu à diplomacia brasileira e ao presidente Lula pelo apoio, mas lamentou a impossibilidade de embarcar para o destino. Seu voo obrigatoriamente passaria por Doha, capital do Catar, cujo espaço aéreo está fechado em virtude do conflito geopolítico na região.

“Preciso chegar lá para acompanhar o resgate, mas ainda não conseguimos porque o espaço aéreo foi fechado. Espero voltar com minha filha viva”, desabafou Manoel.

O resgate de Juliana vem sendo dificultado pelo mau tempo no Monte Rinjani, com forte neblina e ventos intensos. A irmã da jovem, Mariana Marins, informou que Juliana ainda não recebeu comida nem água desde o acidente e reforçou que as primeiras informações sobre o guia estarem com ela eram falsas.

A trilha do Rinjani é considerada uma das mais desafiadoras da Indonésia, com altitudes acima de 2,6 mil metros e percursos que podem durar até quatro dias. A jovem fazia a trilha com um grupo e o apoio de uma empresa de turismo local.

Agora, entre tensões no Oriente Médio e as dificuldades de um resgate em condições extremas, a família Marins aguarda por um desfecho que traga Juliana de volta com vida.