CONFLITO

Brasil condena com veemência ataques de Israel e EUA a instalações nucleares no Irã

Itamaraty alerta para risco de desastre ambiental e pede solução diplomática para o conflito no Oriente Médio

Brasil condena com veemência ataques de Israel e EUA a instalações nucleares no Irã
Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil
Publicado em 23/06/2025 às 5:59

O governo brasileiro condenou com veemência os recentes ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã, classificados como graves violações da soberania iraniana e do direito internacional. A nota foi publicada neste sábado (21) pelo Itamaraty, em meio à escalada militar no Oriente Médio.

“Qualquer ataque armado a instalações nucleares representa flagrante transgressão da Carta das Nações Unidas e de normas da Agência Internacional de Energia Atômica”, destacou o comunicado. O Brasil expressou grave preocupação com os riscos à vida de civis e com a possibilidade de contaminação radioativa e desastre ambiental em larga escala.

O governo brasileiro reafirmou sua posição histórica em defesa do uso exclusivamente pacífico da energia nuclear, e condenou tanto a proliferação nuclear quanto os ataques recíprocos em áreas densamente povoadas, que têm resultado em um número crescente de vítimas civis e danos a hospitais e infraestruturas protegidas.

Ao pedir “máxima contenção” das partes envolvidas, o Itamaraty apelou por uma solução diplomática urgente, advertindo que a atual escalada militar pode comprometer não só a paz e estabilidade regional, como também os avanços no regime global de não proliferação e desarmamento nuclear.

Contexto

Os ataques começaram no último dia 13, quando Israel bombardeou alvos no Irã, alegando que o país estava prestes a desenvolver uma arma nuclear. O Irã, por sua vez, reagiu e passou a trocar ataques com o governo israelense. No sábado (21), os Estados Unidos bombardearam três usinas nucleares iranianas, o que acirrou ainda mais o conflito.

Teerã afirma que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos e que negociava com os EUA acordos no âmbito do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).