PRISÃO
Trama golpista: Bolsonaro quer prisão domiciliar, mas condenação deve ser em regime fechado
Ex-presidente responde por cinco crimes e aliados consideram sentença inevitável

Réu no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) articula nos bastidores uma estratégia para, em caso de condenação, cumprir a pena em prisão domiciliar. A informação foi divulgada pela Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo pessoas próximas a Bolsonaro, a condenação é vista como inevitável. Aliados do ex-presidente avaliam que o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), deve aplicar o regime fechado inicialmente.
Para tentar reverter essa possibilidade, a defesa de Bolsonaro deve alegar problemas de saúde, como a sequência de cirurgias abdominais que o ex-presidente realizou nos últimos anos, além de episódios de obstrução intestinal, para pedir a conversão da pena em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
No inquérito da trama golpista, Bolsonaro é investigado e responde por cinco crimes graves:
- Tentativa de golpe de Estado
- Organização criminosa
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Dano qualificado com uso de violência
- Deterioração de patrimônio tombado
A investigação, conduzida pela Polícia Federal e acompanhada de perto pelo STF, apura as articulações feitas por Bolsonaro e aliados para invalidar o resultado das eleições de 2022 e instaurar um governo de exceção.
Mesmo antes de uma eventual condenação, a pressão política e jurídica sobre o ex-presidente aumenta a cada nova revelação do inquérito. As provas reunidas indicam, segundo a PF, que havia uma estrutura organizada para desestabilizar a democracia e incitar atos violentos, como os ataques de 8 de janeiro de 2023.



