GUERRA
Israel diz ter matado chefe militar do Irã em ataque noturno em Teerã
Ali Shadmani, figura central do regime iraniano e aliado direto de Khamenei, teria sido alvo de bombardeio em meio ao quinto dia de conflito

Em uma nova escalada da tensão no Oriente Médio, o Exército de Israel afirmou nesta terça-feira (17) ter matado Ali Shadmani, chefe do Estado-Maior do Irã em tempos de guerra, durante um ataque aéreo noturno a um centro de comando localizado no coração de Teerã. A ofensiva ocorre no quinto dia de confrontos abertos entre os dois países.
Segundo os militares israelenses, Shadmani era o mais alto comandante militar iraniano e uma figura extremamente próxima do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei. Em comunicado, o Exército destacou que o general comandava tanto a Guarda Revolucionária quanto as Forças Armadas regulares do Irã.
A ação seria uma resposta às ofensivas do Irã contra o território israelense. Nas primeiras horas desta terça-feira, fortes explosões foram ouvidas em Tel Aviv e Jerusalém, após mísseis serem disparados contra as cidades. Israel, por sua vez, anunciou “ataques em larga escala” contra alvos militares no oeste do Irã.
Na véspera, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que não descartava um ataque direto contra Khamenei, aumentando ainda mais a tensão na região.
Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump escreveu na Truth Social:
“Todos deveriam deixar Teerã imediatamente!”
Em seguida, declarou que seu retorno a Washington “não tem nada a ver com um cessar-fogo, mas com algo muito maior”.
A morte de Shadmani, se confirmada, representa o maior golpe sofrido pela estrutura de comando militar do Irã em anos — e pode ter consequências imprevisíveis para o equilíbrio geopolítico da região.



