CONFLITO
Netanyahu cogita matar líder supremo do Irã e diz que ação “acabaria com o conflito”
Primeiro-ministro de Israel afirma que eliminar Ali Khamenei seria uma forma de impedir guerra nuclear; Irã promete resposta proporcional

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em entrevista à ABC News nesta segunda-feira (16) que não descarta a possibilidade de assassinar o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Segundo ele, a morte do líder iraniano “não escalaria o conflito”, mas sim “acabaria com ele”, em referência à guerra que se intensificou entre os dois países desde o último dia 12.
A declaração ocorreu após o jornalista questionar Netanyahu sobre a existência de um plano israelense para eliminar o aiatolá, que teria sido vetado anteriormente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O premiê israelense respondeu diretamente:
— A “guerra eterna” é o que o Irã quer, e eles estão nos levando à beira de uma guerra nuclear. O que Israel está fazendo é impedir isso, pôr fim a essa agressão, e só podemos fazer isso enfrentando as forças do mal — disse.
Netanyahu também afirmou que Israel vai continuar eliminando os comandantes militares iranianos “um a um”, como parte da operação militar em curso.
Irã promete responder na mesma proporção
Do outro lado, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou, em conversa com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que o Irã não deseja ampliar o conflito com Israel, mas que responderá à altura, caso novos ataques ocorram.
— O Irã não iniciou esta guerra, mas responderá na mesma proporção do nível do ataque — declarou Pezeshkian.
Entenda o conflito
O confronto entre Israel e Irã teve um novo capítulo na última quinta-feira (12), quando o governo israelense lançou o que chamou de “ataque preventivo” contra estruturas nucleares iranianas, dentro da chamada operação Leão Ascendente. A ofensiva mirou diretamente o programa nuclear iraniano, que Israel considera uma ameaça existencial.
De acordo com o Ministério da Saúde do Irã, os ataques israelenses já deixaram 224 mortos e mais de 1.200 feridos desde a última sexta-feira (13). Em Israel, o número de mortos desde o início da troca de ataques é de 22 pessoas, conforme dados oficiais.
O Irã respondeu lançando centenas de drones e mísseis em direção ao território israelense, a maioria interceptados. A tensão aumentou rapidamente e levou à mobilização internacional, com os Estados Unidos reforçando suas tropas e enviando mais porta-aviões para a região.
No sábado (14), Netanyahu já havia prometido que a ofensiva israelense continuaria com força total, incluindo ataques diretos a todas as bases militares do Irã.



