VERGONHA

Vergonha nacional: SC tem 13 empregadores na lista de trabalho escravo

Ministério do Trabalho inclui duas novas empresas de SC na lista suja; estado já soma 131 pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão.

Vergonha nacional: SC tem 13 empregadores na lista de trabalho escravo
Foto: Divulgação/MPT
Publicado em 10/04/2025 às 8:28

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta quarta-feira (9) a mais recente atualização do cadastro nacional de empregadores flagrados utilizando mão de obra em condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja”. Ao todo, 155 novos nomes foram incluídos no documento, sendo dois deles atuantes em Santa Catarina, que agora soma 13 empregadores do estado autuados por esse tipo de crime.

Com a nova atualização, a lista nacional passa a conter 745 registros de empresas e pessoas físicas de diferentes setores. As atividades com maior número de ocorrências continuam sendo a criação de bovinos, o cultivo de café e o trabalho doméstico.

Em Santa Catarina, os casos mais recentes ocorreram em Florianópolis — que aparece pela primeira vez no cadastro — e em Itapiranga, onde uma empresa do ramo hortifrutigranjeiro foi responsabilizada. O levantamento do MTE mostra que os episódios de exploração ocorreram em 10 municípios catarinenses: Água Doce (1), Bom Retiro (1), Criciúma (1), Florianópolis (1), Itapiranga (1), Ituporanga (2), Rio do Sul (1), São Bento do Sul (2), São Joaquim (2) e Urubici (1).

Até o momento, 131 trabalhadores foram resgatados em situações degradantes no estado. As cidades com maior número de vítimas são Ituporanga (30), São Joaquim (29), Rio do Sul (24) e Urubici (15). Os demais casos ocorreram em Criciúma (12), Itapiranga (7), São Bento do Sul (8), Água Doce (3), Bom Retiro (2) e Florianópolis (1).

Segundo o Ministério, a inclusão de nomes na lista ocorre apenas após o encerramento do processo administrativo, sem possibilidade de recurso. Após a constatação da infração, é lavrado um auto e garantido ao empregador o direito à ampla defesa, com direito a recurso em duas instâncias.

De acordo com a instrução normativa que regula o cadastro, os nomes permanecem na lista por dois anos. Na última sexta-feira (4), 120 empregadores foram removidos do cadastro — entre eles, casos de São Joaquim e Imbuia, em Santa Catarina.