NOME FALSO

Empresário catarinense usou nome falso por 20 anos para jogar futebol amador

Homem falsificou documentos, venceu campeonatos e até abriu empresa com identidade falsa; caso foi descoberto após denúncia anônima

Empresário catarinense usou nome falso por 20 anos para jogar futebol amador
Foto: Polícia Civil/ Divulgação
Publicado em 07/06/2025 às 17:04

Um empresário de Santa Catarina está sendo investigado por utilizar um nome falso durante mais de 20 anos para jogar futebol amador e, posteriormente, abrir uma empresa com a identidade forjada. O caso veio à tona após uma denúncia anônima e foi confirmado pela Polícia Civil de Maravilha, no Oeste do estado.

Segundo as investigações, o homem usava documentos falsificados em nome de outra pessoa desde 2003. Ele chegou a registrar esse nome fictício na Federação Catarinense de Futebol para disputar campeonatos amadores. A fraude foi descoberta após denúncia recebida em 2023, quando a polícia iniciou o processo de apuração dos fatos.

Conforme o delegado responsável, com o nome falso o empresário participou de competições esportivas, conquistou títulos, fez cadastros em entidades e até abriu uma empresa. A falsificação incluía documento de identidade, CPF e título de eleitor. Em entrevista ao g1, o delegado afirmou que o investigado “levou uma vida dupla” e que “construiu uma identidade paralela com total consciência do que fazia”.

O inquérito policial aponta ainda que ele mantinha relações comerciais, fazia declarações fiscais e realizava movimentações bancárias usando o nome falso, o que caracteriza uma série de crimes, como falsidade ideológica, uso de documento falso e estelionato. A polícia já ouviu testemunhas e reuniu provas que deverão subsidiar o Ministério Público no oferecimento da denúncia formal.

O empresário, que também tem um nome verdadeiro registrado e ativo, poderá responder criminalmente por pelo menos três delitos distintos, cujas penas somadas ultrapassam 10 anos de reclusão. A empresa aberta com a identidade falsa também será alvo de apuração junto aos órgãos de fiscalização tributária.

O caso segue em investigação.