ESTRÉIA
Estreia de Ancelotti termina em 0 a 0: veja como se saíram os jogadores escolhidos pelo novo técnico da Seleção
Com 0 a 0 contra o Equador, técnico italiano abre ciclo cauteloso na Seleção, mas renova esperança com elenco reforçado — análises traçam paralelos a estreias de outros treinadores

A Seleção Brasileira iniciou sob o comando de Carlo Ancelotti com um empate sem gols contra o Equador, em Guayaquil, pela 15ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Foi um jogo tático, de poucas chances claras, mas com implicações importantes para a nova era da Canarinha.
1. ⚽ Estilo cauteloso e comparação com estreia de Dorival
Ancelotti optou por reforçar a solidez defensiva. O zagueiro Moisés Caicedo, do Equador, foi responsável por pressionar o meio-campo brasileiro, que buscou apenas raros lampejos ofensivos — especialmente por Casemiro e Vinícius Jr.
2. Primeira escalação de Ancelotti e novos jogadores convocados
A estreia rendeu convocações inéditas — ou com retorno após longo período — de atletas como:
- Alexsandro (zagueiro do Lille)
- Carlos Augusto
- Andrey Santos
- Éderson (Atalanta)
- Antony (Betis)
Também voltaram nomes consagrados como Casemiro e Richarlison, apostados por Ancelotti para agregar experiência ao time de transição. O meio-campo, ajustado para ganhar combatividade com Casemiro e Bruno Guimarães, não conseguiu furar o bloqueio equatoriano.
3. A estreia revisitada: técnico estrangeiro e as promessas do elenco
A vinda de Ancelotti marca uma decisão ousada da CBF: é a primeira vez que um estrangeiro assume o cargo com status de titular no comando, um caminho nunca antes trilhado por treinadores, brasileiros ou não. Assim, o desempenho equilibrado, porém sem brilho ofensivo, reforça a noção de que sua batuta será testada com rigor.
O ponto positivo ficou com o entrosamento de atletas recém-chegados, sobretudo Alexsandro e Éderson, que trouxeram maior presença física e segurança à parte defensiva. Casemiro e Richarlison, reconhecidos pela trajetória, devem assumir papel ainda mais chave no próximo confronto em casa contra o Paraguai, quando o Brasil precisa voltar a conquistar confiança ofensiva.
4. Olhar para frente: o que Ancelotti espera
Em coletiva, após o empate, o técnico italiano admitiu que o campo irregular complicou o encaixe de seu estilo ofensivo, mas elogiou a disposição tática e a evolução na circulação de bola. “Com mais dias de treino, vamos trazer intensidade, velocidade e criatividade”, prometeu.
Também ressaltou a importância de criar um padrão distinto, favorecendo agressividade sem perder controle. E, assim como em suas jornadas no Real Madrid e Bayern, a credibilidade da Seleção passará por progresso consistente de desempenho e resultados.



