DENÚNCIA
Professor Gilson denuncia paralisação de obra em escola e desigualdade orçamentária entre regiões de Blumenau
Vereador cobra retomada das obras na Escola Patrícia Helena e critica abandono da região do Grande Garcia em comparação à Vila Itoupava

O vereador Professor Gilson de Souza (União Brasil) usou a tribuna para denunciar a paralisação das obras da Escola Municipal Patrícia Helena Finardi Pegorim, localizada em Blumenau. Segundo ele, a empresa responsável pela execução está sem receber desde janeiro, o que levou à interrupção dos trabalhos e deixou a comunidade escolar sem respostas concretas do Executivo.
Falhas estruturais e abandono
De acordo com o vereador, a obra apresenta uma série de falhas: goteiras, desníveis no piso, ausência de rampa de acessibilidade e a quadra esportiva inacabada. A paralisação agrava ainda mais a situação dos alunos, professores e pais da comunidade escolar, que aguardam pela entrega da unidade em condições adequadas.
“É inadmissível que uma empresa fique sem pagamento por meses, prejudicando uma escola e, consequentemente, centenas de famílias. A educação precisa ser prioridade de fato, e não apenas no discurso”, afirmou o vereador.
Cobrança ao Executivo
Gilson cobrou explicações do líder do governo na Câmara e exigiu uma solução imediata por parte do Executivo municipal. Para ele, a falta de respostas demonstra descaso com a população e má gestão dos contratos públicos.
Crítica à desigualdade entre regiões
Além da questão da escola, o parlamentar criticou a desigualdade orçamentária entre as regiões de Blumenau, destacando a diferença de investimentos entre a Vila Itoupava e o Grande Garcia. Apresentando dados comparativos, Gilson afirmou que, embora o Grande Garcia tenha uma população significativamente maior, a Vila Itoupava tem recebido investimentos sistematicamente mais altos.
“O Garcia está abandonado. Não tem estrutura, não tem maquinário, não tem equipe suficiente. Enquanto isso, outra região com menos moradores é priorizada. Isso é inaceitável e injusto”, declarou.
Reivindicação por mais recursos
Gilson de Souza defendeu mais equilíbrio na distribuição de recursos públicos, solicitando mais atenção do governo municipal às necessidades da população da região sul da cidade. “Não estamos pedindo nada demais. São demandas básicas que não são atendidas por pura falta de vontade política.”



