INVESTIGAÇÃO

Prefeito de Balneário Piçarras é preso em operação contra corrupção e lavagem de dinheiro

Investigação apura suposto esquema envolvendo contratos públicos, propina e fraude em licitações

Prefeito de Balneário Piçarras é preso em operação contra corrupção e lavagem de dinheiro
Foto: Divulgação
Publicado em 19/05/2026 às 12:15

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a “Operação Regalo”, que investiga supostos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro em contratos públicos nos municípios de Balneário Piçarras e São João Batista.

Entre os alvos da operação está o prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), preso preventivamente em Brasília, no Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e também em Colíder, no Mato Grosso.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), ambos vinculados ao Ministério Público de Santa Catarina.

As diligências ocorreram em residências, empresas e órgãos públicos de municípios como Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo e Bombinhas.

Segundo o MPSC, a investigação teve início em 2024 e apura indícios de atuação conjunta entre um núcleo político e um grupo empresarial em contratos relacionados principalmente a obras e urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras, além de contratos firmados em São João Batista.

De acordo com os investigadores, há indícios de pagamento de propina correspondente a 3% dos contratos públicos vinculados ao município de Balneário Piçarras, além de valores variáveis em contratos relacionados a São João Batista.

Ainda conforme o Ministério Público, somente em Balneário Piçarras os valores identificados como vantagens indevidas chegam a aproximadamente R$ 485,9 mil.

A pedido do MPSC, a Justiça determinou o sequestro de valores supostamente ligados ao esquema investigado. Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.

O processo segue em sigilo judicial.