ELEIÇÕES 2026
Única mulher na disputa ao governo de SC defende escala 4×3
Psicóloga representa a Unidade Popular nas Eleições 2026

A psicóloga Laís Chaud foi anunciada como pré-candidata ao governo de Santa Catarina pelo Unidade Popular (UP), marcando a primeira vez que o partido apresenta um nome para a disputa estadual. Até o momento, ela é a única mulher colocada na corrida eleitoral para o Executivo catarinense nas Eleições 2026.
Entre as principais propostas defendidas pela pré-candidata está a implementação da escala de trabalho 4×3 — modelo que prevê quatro dias de trabalho e três de descanso — sem redução salarial. A medida é apresentada como parte de um conjunto de propostas que o partido classifica como um “programa revolucionário”.
A oficialização da candidatura ainda depende das convenções partidárias, que devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto. Após essa etapa, os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar os nomes junto à Justiça Eleitoral.
O anúncio da pré-candidatura ocorreu durante uma plenária com mulheres da legenda, realizada em março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Até o momento, não foram divulgados os nomes para vice-governador nem eventual candidatura ao Senado pela sigla.
A Unidade Popular pelo Socialismo foi oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2019 e se posiciona como um partido de esquerda. A legenda também já apresentou uma pré-candidatura à Presidência da República para 2026, com o nome de Samara Martins, do Rio Grande do Norte.
Perfil e atuação
Laís Chaud é psicóloga formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e mestranda na área de Psicologia, com foco em psicanálise, política e cultura. Também atua como dirigente nacional do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).
A pré-candidata defende pautas como o combate ao racismo, o fim da exploração trabalhista, o enfrentamento à violência contra a mulher e a construção de um modelo político baseado no socialismo.
De acordo com a legislação eleitoral, os pré-candidatos ainda precisam ter seus nomes aprovados nas convenções partidárias para que possam disputar oficialmente as eleições.



