ABUSO

Casal é preso por suspeita de abusar de pessoas surdas por quase uma década em SC

Crimes teriam ocorrido ao longo de nove anos dentro de instituição no Norte catarinense

Casal é preso por suspeita de abusar de pessoas surdas por quase uma década em SC
Publicado em 02/05/2026 às 9:00

Um casal foi preso preventivamente em Jaraguá do Sul, no Norte do Estado, suspeito de cometer crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual contra pessoas surdas atendidas por uma instituição da cidade. As prisões ocorreram na quinta-feira (30) e foram mantidas após audiência de custódia realizada no dia seguinte.

De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, os abusos teriam ocorrido ao longo de aproximadamente nove anos e atingido diversas vítimas vinculadas à entidade.

Suspeitos tinham ligação direta com a instituição

As investigações apontam que um dos homens tinha relação direta com a diretoria da instituição e também atuava como professor de Libras. O outro investigado é companheiro dele. Ambos são pessoas surdas.

Segundo a polícia, essa proximidade com o ambiente institucional teria facilitado o acesso às vítimas e contribuído para a continuidade dos crimes ao longo dos anos.

Vítimas relatam intimidação e chantagem

Até o momento, cinco vítimas foram identificadas, sendo que quatro já prestaram depoimento. Uma delas não compareceu por medo, segundo relato das autoridades.

O delegado Augusto Brandão afirmou que os investigados utilizavam diferentes formas de coação para evitar denúncias.

De acordo com a apuração, havia oferta de dinheiro para a prática dos crimes e também intimidação e chantagem emocional para silenciar as vítimas.

Confissão e avanço das investigações

Ainda conforme a Polícia Civil, um dos investigados chegou a confessar os crimes. A admissão ocorreu por meio de uma chamada de vídeo realizada após o depoimento de uma das vítimas, na qual ele reconheceu os atos e pediu desculpas.

As autoridades seguem investigando o caso e não descartam a existência de outras vítimas. Detalhes adicionais sobre os depoimentos não foram divulgados para preservar a identidade dos envolvidos.

Caso segue sob investigação

Os nomes dos suspeitos não foram revelados, em respeito às vítimas. O caso segue em apuração, com foco na identificação de possíveis novos relatos e no aprofundamento das provas.

A manutenção das prisões preventivas indica que a Justiça considerou haver elementos suficientes de risco à investigação ou à ordem pública.