POLÍTICA

Projeto de Geovania de Sá que protege produtores de arroz avança na Câmara

Medida permite barrar importações quando preço estiver abaixo do custo de produção

Projeto de Geovania de Sá que protege produtores de arroz avança na Câmara
Foto: Divulgação
Publicado em 30/04/2026 às 19:00

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (29), o Projeto de Lei 690/2026, de autoria da deputada federal Geovania de Sá. A proposta cria um mecanismo de proteção à cadeia produtiva do arroz no Brasil.

Com a aprovação na primeira comissão, o texto segue agora para análise na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.


O que prevê o projeto

O principal ponto do projeto é a autorização para suspender temporariamente a importação de arroz em situações específicas.

A medida poderá ser aplicada quando:

  • O preço de mercado estiver abaixo do custo de produção
  • Houver estoque nacional suficiente para garantir o abastecimento interno

A proposta busca equilibrar o mercado, protegendo produtores nacionais sem comprometer o fornecimento do produto à população.


Contexto: crise no setor

O projeto foi apresentado em março de 2026 em resposta a um cenário de dificuldades enfrentado por produtores, especialmente na região Sul do país.

Nos últimos meses, o aumento dos custos de produção, aliado à pressão de produtos importados com preços mais baixos, tem reduzido a margem de lucro e, em alguns casos, gerado prejuízo aos agricultores.


Defesa da proposta

A deputada Geovania de Sá destacou que a iniciativa busca corrigir distorções do mercado e garantir condições mais justas para quem produz.

Segundo ela, o objetivo é assegurar equilíbrio entre a proteção ao produtor e a manutenção do abastecimento interno, evitando impactos negativos tanto para o setor quanto para o consumidor.


Próximos passos

Após a aprovação na Comissão de Desenvolvimento Econômico, o projeto ainda passará por novas etapas de tramitação na Câmara antes de seguir para o Senado.

A expectativa é que o debate continue, especialmente diante da relevância do tema para o agronegócio e para a segurança alimentar do país.