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Santa Catarina registra uma morte no trabalho a cada 2,2 dias

Estado ocupa 5º lugar em acidentes e mortes no Brasil

Santa Catarina registra uma morte no trabalho a cada 2,2 dias
Foto: Banco de Imagens
Publicado em 28/04/2026 às 17:30

Santa Catarina está entre os cinco estados com maior número de acidentes e mortes no trabalho no país. Dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, apontam um cenário preocupante ao longo da última década.

Entre 2016 e 2025, o estado registrou 459.716 acidentes de trabalho e 1.623 mortes de trabalhadores — o equivalente a uma morte a cada 2,2 dias. Com esses números, Santa Catarina ocupa a quinta posição nacional tanto em acidentes quanto em óbitos relacionados ao trabalho.

O levantamento não detalha os dados por estado e ocupação, mas apresenta um panorama nacional que ajuda a compreender os setores mais afetados. A área da saúde, especialmente o atendimento hospitalar, lidera em número de acidentes, reflexo da grande concentração de profissionais e da sobrecarga intensificada no período pós-pandemia.

Já o transporte rodoviário de cargas aparece como o setor mais letal do país, com 2.601 mortes registradas no período analisado. A atividade apresenta índices de mortalidade significativamente superiores à média nacional.

Quando o recorte é feito por ocupação, os técnicos de enfermagem são os que mais sofrem acidentes, enquanto os motoristas de caminhão lideram o número de mortes.

Além desses setores, a construção civil também se destaca entre os mais perigosos, combinando elevado número de acidentes com alta taxa de mortalidade, especialmente em atividades como obras de edificações, terraplenagem e montagem industrial.

Os estados das regiões Sul e Sudeste — incluindo São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro — concentram 68% dos acidentes e 62% das mortes no país. O cenário está diretamente relacionado ao peso industrial e ao volume de empregos formais nessas regiões.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança do trabalho, além de investimentos em prevenção, fiscalização e conscientização para reduzir os riscos enfrentados diariamente pelos trabalhadores.