POLÍTICA

Ana Campagnolo defende lei que exige autorização dos pais para aulas sobre gênero

Norma prevê penalidades para instituições que descumprirem exigência

Ana Campagnolo defende lei que exige autorização dos pais para aulas sobre gênero
Foto: Divulgação
Publicado em 24/04/2026 às 17:30

A lei que permite aos pais vetarem a participação dos filhos em atividades pedagógicas relacionadas a gênero voltou ao centro do debate na Assembleia Legislativa de Santa Catarina nesta semana. A autora da proposta, a deputada estadual Ana Campagnolo (PL), classificou a medida como “necessária” e “indispensável”.

A legislação, sancionada pelo governador Jorginho Mello em 6 de abril, estabelece que instituições de ensino devem informar previamente aos responsáveis sobre atividades pedagógicas que abordem temas como identidade de gênero, orientação sexual e igualdade de gênero.

De acordo com a norma, a participação dos estudantes nessas atividades só poderá ocorrer mediante autorização expressa dos pais ou responsáveis. Caso a família opte por vetar a participação, a escola deve respeitar a decisão.

Durante a discussão, a deputada defendeu que a legislação garante o direito das famílias de intervir na formação dos filhos, especialmente em conteúdos que possam conflitar com valores pessoais, religiosos ou morais.

A parlamentar também argumentou que escolas públicas devem manter uma postura neutra em relação a temas ideológicos, enquanto instituições privadas devem respeitar os termos contratuais estabelecidos com os pais.

A lei prevê penalidades para o descumprimento das regras. As sanções incluem advertência por escrito, aplicação de multas que variam de R$ 1 mil a R$ 10 mil por aluno e, em casos mais graves, até a cassação do funcionamento da instituição.

O texto define como atividades pedagógicas de gênero aquelas que tratam de temas relacionados à diversidade sexual, identidade de gênero e assuntos similares. A justificativa apresentada pela autora aponta que tais conteúdos podem influenciar a formação de valores e visões de mundo de crianças e adolescentes.

O tema segue gerando debates entre parlamentares e setores da sociedade, envolvendo discussões sobre educação, autonomia familiar e o papel das instituições de ensino.