POLÍTICA
Jorginho Mello critica STF após derrubada de lei sobre cotas em SC
Chefe do Executivo afirma que proposta buscava priorizar alunos mais pobres

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, se manifestou após o Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria, em abril de 2026, para derrubar a lei estadual que proibia a adoção de cotas raciais em universidades estaduais e em instituições que recebem recursos do governo catarinense.
A legislação, defendida pelo governo estadual, propunha alterações no modelo de acesso ao ensino superior, priorizando critérios socioeconômicos em vez de recortes raciais.
Em declaração pública, o governador afirmou que a lei não tinha como objetivo extinguir políticas de cotas, mas, segundo ele, aprimorá-las com foco em estudantes de baixa renda.
“A nossa lei derrubada ontem não extinguia cotas, melhorava: focava nos mais pobres. Infelizmente o nosso país não aceita sequer discutir o tema. Enquanto isso, alunos mais pobres continuarão perdendo suas vagas por questões de cor ou identidade de gênero”, declarou.
Jorginho Mello também criticou setores políticos que, segundo ele, têm rotulado a proposta de forma negativa. O governador destacou ainda indicadores sociais do estado para rebater críticas.
“Quem perdeu não foi o governo ou o governador. A esquerda ainda tenta rotular como higienista o governador do Estado com a menor desigualdade social do Brasil. Os nossos resultados acabam com a narrativa deles”, afirmou.
A decisão do STF tem impacto direto sobre a política de acesso ao ensino superior em Santa Catarina, mantendo a possibilidade de adoção de critérios raciais nas instituições vinculadas ao estado.



