ELEIÇÕES 2026
Em SC, Carlos Bolsonaro ataca “grupelho” e amplia disputa interna no PL
Declarações aumentam tensão com grupo ligado a Ana Campagnolo

O vereador e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, publicou nesta quarta-feira um texto em suas redes sociais analisando o cenário político estadual e justificando sua decisão de disputar as eleições no estado.
Na publicação, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fez críticas indiretas a lideranças da direita catarinense, referindo-se a um suposto “grupelho” que, segundo ele, estaria articulando um projeto de poder.
“Hoje, tenho plena convicção de que, ao estar em Santa Catarina, provocamos mais um verdadeiro cataclisma no sistema atingindo em cheio um grupelho que, há anos, vinha arquitetando um projeto de poder à margem de qualquer princípio moral que dignifique um ser humano”, escreveu.
Sem citar nomes diretamente, Carlos Bolsonaro afirmou que há uma “estrutura robusta, organizada e moldada, com estratégia definida e passos milimetricamente executados”, com o objetivo de ocupar espaços políticos de forma estratégica.
Nos bastidores, o principal alvo das declarações é a deputada estadual Ana Campagnolo, que já havia questionado a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina no fim de 2025. A parlamentar tem destacado, em suas manifestações públicas, a construção de uma base política no estado, com a eleição de vereadores alinhados ao seu grupo.
Em outro trecho, Carlos Bolsonaro também mencionou ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que há tentativas de “capturar sua base, seus eleitores e sua identidade popular”.
O episódio evidencia um racha interno no bolsonarismo em Santa Catarina. De um lado, está o grupo ligado diretamente à família Bolsonaro; de outro, um bloco que reúne lideranças como o deputado federal Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com forte presença no estado por meio de Ana Campagnolo.
A disputa interna ocorre em um momento estratégico, com a definição de candidaturas e alianças para as eleições de 2026, e deve influenciar diretamente a configuração do campo da direita catarinense.
Até o momento, não há sinal de recuo ou aproximação entre os grupos envolvidos, indicando que o embate deve seguir nos próximos meses.



