INSS
Lula troca comando do INSS e nomeia servidora de carreira
Nova presidente tem missão de agilizar análise de benefícios e modernizar processos

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (13) uma mudança no comando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a substituição de Gilberto Waller por Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do órgão.
A troca foi confirmada pelo Ministério da Previdência Social, que destacou o perfil técnico da nova presidente e sua experiência na estrutura interna do instituto. Ana Cristina assume com a missão de acelerar a análise de benefícios e simplificar processos administrativos, considerados pontos críticos no atendimento aos segurados.
Graduada em Direito, Ana Cristina ingressou no INSS em 2003 como Analista do Seguro Social. Ao longo de sua trajetória, ocupou cargos estratégicos, incluindo a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), função que exerceu entre abril de 2023 e fevereiro de 2026. Durante esse período, segundo o ministério, a capacidade de análise de recursos foi duplicada.
Antes de assumir o comando do INSS, ela atuava como secretária executiva adjunta do Ministério da Previdência Social, acumulando experiência na gestão de políticas públicas e no funcionamento do sistema previdenciário.
De acordo com o ministro Wolney Queiroz, a escolha reforça a estratégia do governo de fortalecer o instituto com profissionais que conhecem profundamente sua estrutura.
“A escolha de uma servidora com visão sistêmica marca um novo momento para o Instituto, focado na redução do tempo de espera e na qualidade do atendimento aos segurados”, destacou o ministério em nota.
Wolney também ressaltou a importância da nomeação no contexto da gestão atual, enfatizando o compromisso do governo em reduzir filas e ampliar a eficiência do atendimento. A nova presidente passa a integrar uma equipe que já conta com quatro mulheres em cargos de diretoria.
O agora ex-presidente, Gilberto Waller, esteve à frente do INSS por 11 meses. Ele havia assumido o cargo após a saída de Alessandro Stefanutto, que deixou a função em meio às investigações da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura um esquema de descontos indevidos em benefícios entre 2019 e 2024.
A mudança no comando do INSS ocorre em um momento considerado estratégico pelo governo, diante da necessidade de enfrentar o volume elevado de pedidos acumulados e melhorar a prestação de serviços à população.



