ELEIÇÕES 2026

Lula lidera rejeição entre políticos brasileiros, aponta AtlasIntel

Levantamento analisa motivos que afastam eleitores de pré-candidatos em cenário polarizado

Lula lidera rejeição entre políticos brasileiros, aponta AtlasIntel
Publicado em 04/04/2026 às 8:37

Uma pesquisa recente do instituto AtlasIntel em parceria com a Arko Advice revelou um retrato detalhado da rejeição política no Brasil, evidenciando o impacto da polarização no comportamento do eleitorado.

De acordo com o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece como o político mais rejeitado, com 50,6% das respostas quando os entrevistados puderam escolher apenas um nome. Ele é o único a ultrapassar a marca de 50% nesse critério.

Na sequência, aparecem o senador Flávio Bolsonaro, com 24%, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 16,3%. Com índices abaixo de 10%, surgem o deputado Nikolas Ferreira (5,9%) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (1,2%).

O estudo, intitulado “Raízes da Rejeição”, buscou compreender não apenas os números, mas também os motivos que levam os eleitores a rejeitar determinados nomes. Entre os entrevistados que afirmaram não votar em Lula “de jeito nenhum”, 85,9% apontaram como principal fator o suposto envolvimento ou conivência com corrupção. Outros motivos citados incluem a percepção de que o presidente deseja tornar a população dependente do Estado (45,7%) e a ideia de um projeto de poder autoritário ou antidemocrático (33,2%).

Já no caso de Flávio Bolsonaro, o principal fator de rejeição está diretamente ligado ao legado político de seu pai. Para 74,4% dos que rejeitam o senador, o motivo é não querer um governo semelhante ao de Jair Bolsonaro. A percepção de envolvimento com corrupção (62,7%) e o temor de autoritarismo (47,2%) também aparecem entre os fatores mais relevantes. Além disso, a condução da pandemia de Covid-19 surge como elemento importante para parte do eleitorado.

O levantamento também analisou a rejeição ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, apontando que a associação com o bolsonarismo é o principal motivo citado (53,2%). Outros fatores incluem a percepção de governar para os mais ricos (29,6%) e o desconhecimento sobre o político (24,8%).

A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 23 de março, com 4.224 eleitores em todo o país, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06058/2026.

Os dados também revelam um alto nível de engajamento político: 82,6% dos entrevistados afirmaram acompanhar política diariamente, o que reforça o cenário de forte polarização no país.