PREVENÇÃO

Salve uma Infância reforça a prevenção durante o Março Lilás – Todos por Elas

Projeto destaca a relação entre a violência contra a mulher e os impactos diretos no desenvolvimento de crianças e adolescentes, ampliando o debate sobre proteção integral

Salve uma Infância reforça a prevenção durante o Março Lilás – Todos por Elas
Publicado em 03/04/2026 às 17:09

O projeto Salve uma Infância esteve presente no evento Março Lilás – Todos por Elas, realizado no dia 28 de março, no Parque Ribeirão das Pedras, iniciativa voltada à conscientização, enfrentamento e prevenção da violência contra a mulher.

“A violência contra a mulher não atinge apenas quem sofre diretamente. As crianças que convivem com essa realidade também são profundamente impactadas. Falar de prevenção é, necessariamente, proteger a infância e fortalecer as famílias como espaços seguros”, afirma Janaína Feiferberg idealizadora do projeto social Salve uma Infância.

A participação do projeto se fundamenta na atuação direta com a prevenção e o combate às violências contra crianças e adolescentes, considerando a inter-relação entre as dinâmicas de violência no contexto familiar. Nesse sentido, destaca-se que crianças e adolescentes, ao vivenciarem situações de violência contra suas mães, configuram-se frequentemente como testemunhas diretas e vítimas indiretas, sendo impactados em seu desenvolvimento emocional, social e comportamental.

No evento, o Salve uma Infância desenvolveu ações educativas por meio de estratégias lúdicas e acessíveis, como oficinas, contação de histórias, utilização de fantoches e interação com mascotes, com o objetivo de facilitar a comunicação com o público infantil e promover orientação qualificada às famílias.

As abordagens foram estruturadas de forma breve e objetiva, considerando o fluxo de participantes, com ênfase em conteúdos relacionados à rede de confiança e às regras de proteção, elementos essenciais para a promoção de ambientes seguros e o fortalecimento de vínculos protetivos.

A presença do projeto no evento reforça a necessidade de integração entre as políticas públicas de proteção à mulher e à infância, reconhecendo que o enfrentamento à violência demanda uma atuação articulada, preventiva e contínua. Além disso, evidencia a importância de ampliar o debate público sobre os impactos da violência doméstica no desenvolvimento de crianças e adolescentes, contribuindo para a construção de uma cultura de proteção e garantia de direitos.