MEGAOPERAÇÃO
Maior quadrilha de furto de caminhonetes de luxo do Brasil é alvo de megaoperação em SC
Operação Rota Conesul foi deflagrada nesta quinta-feira (15) e prendeu oito pessoas, sendo quatro delas em Santa Catarina. Grupo atuava em vários estados e enviava veículos adulterados para países da América do Sul.

Uma das maiores organizações criminosas especializadas no furto, adulteração e envio de caminhonetes de luxo para fora do país foi desmantelada na manhã desta quinta-feira (15) com a deflagração da Operação Rota Conesul, coordenada pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC). A investigação é conduzida pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
Ao todo, a operação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Bahia. Somente em Santa Catarina, foram realizadas prisões e buscas nas cidades de Canoinhas e Balneário Camboriú, resultando na detenção de quatro suspeitos ligados diretamente à organização.
Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso é considerado uma das maiores quadrilhas do país no furto e adulteração de caminhonetes, especialmente do modelo Toyota Hilux, com atuação confirmada também nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Os veículos eram adulterados e enviados para países do Cone Sul, como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, por rotas clandestinas.
Além dos crimes de furto, receptação e adulteração de veículos, os investigados também serão responsabilizados por lavagem de dinheiro. A investigação aponta que os criminosos movimentavam altas quantias por meio de transações bancárias fraudulentas, com indícios de remessas internacionais utilizadas para disfarçar a origem ilícita dos valores.
Como parte da operação, a justiça determinou o bloqueio de até R$ 6 milhões em contas bancárias ligadas aos envolvidos. Outras quatro pessoas foram presas em Minas Gerais, onde também houve cumprimento de mandados com apoio das Polícias Civis locais. A ação contou ainda com a colaboração das corporações dos estados do Paraná e Bahia.
A PCSC destaca que a quadrilha possuía uma estrutura complexa e articulada, com atuação interestadual e conexões com receptadores e outras organizações criminosas fora do país, tornando-se uma das principais redes criminosas no ramo de furto e exportação ilegal de veículos de luxo no Brasil.
As investigações continuam para identificar outros membros e possíveis ramificações da organização.



