ELEIÇÕES 2026

Encontro com 41 dos 52 prefeitos do PP de SC, reforça apoio a Jorginho e pressiona cúpula do partido

Reunião liderada por deputados mostra alinhamento com o governador

Encontro com 41 dos 52 prefeitos do PP de SC, reforça apoio a Jorginho e pressiona cúpula do partido
Foto: Divulgação
Publicado em 26/03/2026 às 7:21

Um encontro político realizado em Florianópolis deixou claro que, em Santa Catarina, a base fala alto — e, neste momento, ela parece falar em uníssono. A reunião que juntou 41 prefeitos do Progressistas não foi apenas um evento partidário: foi uma demonstração de força, estratégia e, principalmente, recado.

Sob a articulação dos deputados estaduais Pepê Collaço e Zé Milton Scheffer, o encontro evidenciou algo que muitos ainda tratavam como dúvida: a adesão massiva da base do PP à reeleição do governador Jorginho Mello.

E aqui vai minha leitura: quando 41 de 52 prefeitos de um partido se reúnem para sinalizar apoio, isso deixa de ser movimento e passa a ser direção.

A presença de nomes influentes, além do próprio governador e de Bruno Mello, reforça que o jogo está sendo jogado muito além das executivas partidárias. A base está se antecipando — e talvez até pressionando.

Outro ponto que me chama atenção é o papel de Esperidião Amin nesse tabuleiro. Mesmo ausente, foi citado como peça central. A defesa de uma candidatura “avulsa” ao Senado mostra um esforço claro de manter o capital político de Amin sem romper com o projeto de Jorginho.

Na prática, o que vejo é uma tentativa de equilíbrio: apoiar o governador, manter espaço político e evitar racha interno. Mas sabemos — política raramente sustenta esse equilíbrio por muito tempo.

Enquanto isso, do outro lado, o próprio Amin se movimenta. O almoço com lideranças como Fábio Schiochet, Carlos Chiodini e Eron Giordani pode representar o embrião de uma frente alternativa. E isso muda completamente o jogo.

Na minha avaliação, estamos diante de dois movimentos simultâneos:
de um lado, a base consolidando apoio a Jorginho;
do outro, a cúpula e lideranças tradicionais ainda desenhando cenários.

E nesse tipo de disputa, uma coisa é certa: quem demora para decidir, perde espaço.

O que aconteceu neste encontro não foi apenas um gesto político. Foi um aviso. E agora a pergunta que fica é: quem vai ouvir — e quem vai ignorar esse barulho?