POLÍTICA
Racha no PSD se amplia com saída de Paulinho Bornhausen
Decisão ocorre após tensão envolvendo João Rodrigues e lideranças históricas do partido

O ex-deputado federal Paulo Bornhausen anunciou nesta quinta-feira (19) sua desfiliação do Partido Social Democrático (PSD), ampliando a crise interna da sigla em Santa Catarina. A decisão ocorre poucas horas após o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, também formalizar sua saída do partido.
Atual secretário de Articulação Internacional do governo estadual, Paulinho comunicou a decisão por meio das redes sociais, afirmando encerrar seu ciclo na legenda com respeito à trajetória construída, mas destacando clareza quanto ao caminho político que pretende seguir.
Mesmo filiado ao PSD até então, ele já integrava o governo de Jorginho Mello desde julho de 2024. No anúncio, reafirmou apoio à pré-candidatura à reeleição do governador, consolidando alinhamento com o projeto político liderado pelo Partido Liberal (PL).
Paulinho também citou o prefeito de Joinville, Adriano Silva, nome indicado para compor como vice na chapa governista, e reforçou proximidade política com Topázio Neto, com quem deve seguir atuando politicamente fora do PSD.
Crise no PSD se intensifica
A saída de Paulinho Bornhausen é mais um capítulo da crise interna do PSD catarinense, que se agravou nos últimos dias diante de divergências sobre o projeto eleitoral do partido para o governo do Estado.
O conflito ganhou força após declarações públicas de apoio de Topázio Neto à reeleição de Jorginho Mello, contrariando a estratégia do PSD de lançar candidatura própria com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues.
A reação interna foi imediata. Lideranças do partido cobraram uma posição mais dura contra Topázio, chegando a discutir a abertura de um processo de expulsão. O episódio gerou forte desgaste e troca de críticas, incluindo manifestações do ex-governador Jorge Bornhausen, pai de Paulinho.
A tensão culminou na carta de desfiliação de Topázio, que classificou a candidatura própria do PSD como um “projeto sem sentido”, motivado por “ego e vaidade”.
Impacto político
Com a saída de duas figuras relevantes em um curto intervalo, o PSD enfrenta um cenário de fragilidade política às vésperas das eleições estaduais. O movimento pode enfraquecer a construção de uma candidatura competitiva própria e ampliar a base de apoio ao atual governador.
Até o momento, João Rodrigues não se manifestou publicamente sobre as críticas e as desfiliações.
Foto: Secom



