GREVE

Greve dos caminhoneiros em SC começa nesta quinta e não tem prazo para acabar

Movimento começa às 13h e pode se estender por tempo indeterminado

Greve dos caminhoneiros em SC começa nesta quinta e não tem prazo para acabar
Foto: Imagem gerada por IA/ND Mais
Publicado em 18/03/2026 às 7:02

A greve dos caminhoneiros em Santa Catarina deve começar oficialmente nesta quinta-feira (19), a partir das 13h, e não tem prazo definido para terminar. A paralisação depende diretamente de uma resposta do Governo Federal quanto ao reajuste do piso nacional do frete.

Segundo o presidente do Sinditac de Navegantes, Vanderlei de Oliveira, o movimento será mantido até que haja atualização na tabela mínima de frete da ANTT, especialmente em função do aumento no preço do diesel.

“A greve tem uma data para iniciar. Para parar, depende muito que o Governo Federal vá ajustar a tabela mínima de frete com relação ao aumento do diesel”, afirmou.

A mobilização já começou a ganhar força no litoral catarinense. Em Itajaí, motoristas se reuniram em assembleia no posto Dalçoquio e decidiram aderir ao movimento. A paralisação também deve atingir cidades como Navegantes, Imbituba e Itapoá, além de outros polos portuários do país.

De acordo com a categoria, a principal insatisfação é o aumento no preço do diesel sem a devida compensação no valor do frete. Os caminhoneiros cobram a aplicação do chamado “gatilho do frete”, mecanismo que prevê reajustes automáticos sempre que há variação no combustível — medida criada após a greve de 2018, mas que, segundo eles, não vem sendo aplicada.

Além disso, há denúncias de empresas pagando valores abaixo da tabela mínima estabelecida pela ANTT.

A ANTC informou, em nota, que a paralisação foi decidida de forma organizada e alinhada com pautas nacionais. A entidade não descarta a ampliação do movimento caso não haja resposta das autoridades.

O diretor da ANTC, Sérgio Pereira, destacou que a categoria enfrenta dificuldades crescentes diante dos custos operacionais.

O cenário foi agravado recentemente após um aumento de 11,6% no preço do diesel anunciado pela Petrobras às distribuidoras. O combustível é um dos principais custos do transporte rodoviário e impacta diretamente o valor do frete.

Segundo estimativas da entidade, o reajuste necessário no frete pode variar entre 10% e 12%. Diante disso, parte dos caminhoneiros já reduziu suas atividades, alegando inviabilidade econômica.

A categoria afirma que não deseja a paralisação, mas aponta a falta de diálogo como principal motivo para o movimento. Caso não haja avanço nas negociações, a greve pode ganhar maior proporção nos próximos dias.