DIA DA MULHER

Cinco mulheres inspiradoras que ajudaram a construir a história de Santa Catarina

Personagens femininas marcaram áreas como política, cultura, arte e religião em Santa Catarina

Cinco mulheres inspiradoras que ajudaram a construir a história de Santa Catarina
Fotos: Divulgação
Publicado em 08/03/2026 às 13:52

Celebrado neste domingo (8), o Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para reconhecer a contribuição feminina em diversas áreas da sociedade. Em Santa Catarina, diferentes mulheres ajudaram a construir a história do estado, deixando legados importantes na política, cultura, arte e na vida comunitária.

Entre essas personagens estão figuras que atravessaram séculos e cujas trajetórias continuam inspirando gerações.

Uma delas é Joana de Gusmão, considerada uma figura histórica em Florianópolis. Nascida em 1688, em Santos, no estado de São Paulo, ela se mudou para a capital catarinense após a morte do marido. Cumprindo uma promessa de peregrinação, Joana estabeleceu-se no morro do Hospital de Caridade.

Em 1762, ela obteve autorização para construir a Capela Menino Deus. O local mais tarde passaria a abrigar a imagem de Nosso Senhor dos Passos, símbolo da tradicional procissão que ainda ocorre em Florianópolis. Além da dedicação religiosa, Joana também ficou conhecida por ensinar meninas de famílias pobres a ler e escrever. Ela morreu em 1780 e foi sepultada na capela que ajudou a construir.

Outra mulher que marcou a história catarinense foi Anita Garibaldi. Nascida em Laguna, no sul do estado, em 30 de agosto de 1821, Anita se tornou conhecida por sua participação na Guerra dos Farrapos, conflito ocorrido entre 1835 e 1845 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Durante a revolução, ela lutou ao lado das tropas farroupilhas, chegou a ser presa e posteriormente conseguiu fugir. Em 1847, seguiu para a Europa com o marido, Giuseppe Garibaldi, e participou das batalhas pela unificação da Itália. Anita morreu poucos dias antes de completar 28 anos, vítima de febre tifoide, enquanto estava grávida do quinto filho.

Na área das artes, Eli Heil também se destaca como uma das figuras mais importantes da cultura catarinense. Considerada uma das principais artistas plásticas do estado, ela foi pioneira na arte naïf no Brasil.

Suas obras chamaram atenção pela criatividade e pelo uso de materiais pouco convencionais, como saltos de sapato, tubos de tinta e canos de PVC. Parte de sua produção pode ser visitada no museu O Mundo Ovo de Eli Heil, localizado no bairro Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis.

Outra personalidade marcante foi Egle Malheiros. Escritora e pioneira no cinema catarinense, ela teve papel importante no desenvolvimento da cultura cinematográfica no estado.

Egle também foi uma das fundadoras do Círculo de Arte Moderna, conhecido como Grupo Sul, movimento cultural que atuou entre 1948 e 1958 e reuniu artistas e intelectuais interessados em renovar o cenário cultural catarinense.

Já Antonieta de Barros entrou para a história como a primeira mulher negra eleita deputada no Brasil. Nascida em 1901, em Florianópolis, ela teve atuação destacada na política e na educação.

Antonieta também foi responsável por elaborar o projeto de lei que criou o Dia do Professor em Santa Catarina, 15 anos antes de a data ser reconhecida nacionalmente, em 15 de outubro.

Em reconhecimento à sua importância histórica, o nome de Antonieta de Barros foi aprovado para integrar o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados em 2022.

As histórias dessas mulheres mostram como diferentes trajetórias ajudaram a moldar a identidade cultural, social e política de Santa Catarina ao longo do tempo.