DIA DE HOJE NA HISTÓRIA
De Bruno Hering à Revolução Federalista: os registros de um 3 de março histórico
Data reúne nascimento de industrial, autor do Hino e episódio político marcante

O dia 3 de março reúne episódios marcantes na história de Blumenau e de Santa Catarina. Entre eles, o nascimento de um dos principais nomes da industrialização regional, o surgimento do autor do Hino catarinense e um episódio político que antecedeu a Revolução Federalista.
O nascimento de Bruno Hering
Em 3 de março de 1842, nasceu, em Hartha bei Waldheim, na Saxônia, Alemanha, Bruno Hering. Ele emigraria para o Brasil em 1880, fixando-se em Blumenau ao lado do irmão, Hermann Hering.
Juntos, fundaram a fábrica de tecidos Gebrüder Hering, embrião da atual Companhia Hering, que se tornaria um dos maiores nomes da indústria têxtil brasileira. A chegada de Bruno à cidade ocorreu em 24 de julho de 1880, marco decisivo para o desenvolvimento econômico local.
A trajetória da família Hering está diretamente ligada à consolidação de Blumenau como polo têxtil, atividade que moldou a identidade econômica do município ao longo do século XX.
O autor do Hino de Santa Catarina
Também em 3 de março, mas de 1855, nasceu no Rio de Janeiro o poeta e dramaturgo Horácio Nunes Pires. Ele atuaria como Diretor da Instrução Pública de Santa Catarina e se destacaria como jornalista e romancista.
É de sua autoria o poema do Hino do Estado de Santa Catarina, musicado por José Brazilício de Souza. Sua atuação foi relevante na vida intelectual catarinense do fim do século XIX e início do século XX.
Prisões em meio à tensão política
Já em 3 de março de 1893, chegaram a Florianópolis — então chamada Desterro — lideranças políticas presas em Blumenau, entre elas Hercílio Luz, Bonifácio Cunha, Francisco Margarida e Santos Lostada.
As detenções ocorreram em meio às tensões que antecederam a Revolução Federalista. Divergências políticas culminaram em confronto armado nas ruas da cidade e na posterior intervenção da polícia estadual.
Conduzidos à capital sob escolta, os acusados recorreram ao Supremo Tribunal Federal e foram libertados meses depois. O episódio integra um dos capítulos mais turbulentos da história política catarinense.
Os registros são preservados pelo Arquivo Histórico de Blumenau e ajudam a compreender como personagens e acontecimentos do passado influenciaram a formação econômica, cultural e política da região.



