POLÍTICA
Jorginho teria oferecido Alesc e secretarias para manter MDB na base em 2026
Partido exige participação na majoritária e garantia para 2030

A relação entre o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e o MDB atravessa um momento de tensão após o partido ter sido preterido em articulações recentes visando as eleições de 2026.
Para o MDB, o movimento não foi apenas político, mas uma quebra de acordo. Lideranças emedebistas alegam que havia entendimento prévio desfeito unilateralmente para viabilizar o apoio do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), à reeleição do governador.
Na quarta-feira (11), antes do Carnaval, Jorginho almoçou com parlamentares do MDB para tentar construir uma alternativa que mantenha o partido em sua base eleitoral.
Proposta inclui comando da Alesc
Entre as alternativas apresentadas está a oferta de secretarias em um eventual novo mandato, além da presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina a partir de 2027.
O governador avalia que, caso reeleito, manterá a maior bancada no parlamento estadual e, assim, poderia viabilizar a entrega do comando da Casa aos emedebistas.
Entretanto, o MDB pondera que, nas eleições da Mesa Diretora realizadas em 2023 e 2025, quem conseguiu articular maioria e pacificar o ambiente interno foi o deputado estadual Júlio Garcia (PSD), que não deverá estar no Legislativo em 2027. Além disso, há avaliação interna de que o governo enfrentou dificuldades de articulação política ao longo da gestão.
Condição central: protagonismo na majoritária
A principal exigência do MDB é participar da chapa majoritária em 2026. No entanto, segundo interlocutores, essa possibilidade já estaria comprometida.
Jorginho teria prometido espaço político futuro a Adriano Silva, inclusive com a sinalização de que o prefeito assumiria o governo nos últimos oito meses de um eventual segundo mandato e seria o candidato ao Palácio Barriga Verde em 2030.
Diante do cenário, o MDB passou a tratar o governador não mais como aliado automático. O partido avalia alternativas: lançar candidatura própria com Antídio Lunelli ou negociar a vaga de vice em eventual chapa encabeçada pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).
O presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, afirmou que a definição deverá ocorrer na segunda quinzena de março, após reuniões regionais com a militância.



