CANDIDATO

Eduardo Leite se filia ao PSD e é lançado como pré-candidato à Presidência em 2026

Governador do Rio Grande do Sul encerra ciclo de 24 anos no PSDB e disputa interna com Ratinho Júnior é esperada

Eduardo Leite se filia ao PSD e é lançado como pré-candidato à Presidência em 2026
Publicado em 09/05/2025 às 19:22

Nesta sexta-feira (9), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, oficializa sua entrada no PSD durante cerimônia marcada para as 15h, no gabinete da executiva nacional do partido, em São Paulo. Após mais de duas décadas de trajetória no PSDB, Leite deixa a legenda tucana e passa a integrar os quadros do PSD sob o aval de Gilberto Kassab, que o apresenta como pré-candidato à Presidência da República.

A movimentação fortalece o nome de Leite dentro do cenário político nacional e o coloca em rota de colisão com outro nome influente da sigla: o governador do Paraná, Ratinho Júnior, também cotado como presidenciável.

A troca de partido ocorre em meio às tratativas de fusão entre PSDB e Podemos, processo que levou Eduardo Leite a reavaliar seu caminho político. Agora no PSD, ele se aproxima de uma bancada expressiva no Senado, o que pode ampliar sua capacidade de articulação para voos mais altos — seja rumo ao Palácio do Planalto, seja a uma cadeira no Senado Federal.

Nova casa, novos desafios

Desde que Kassab ventilou publicamente o nome de Leite como aposta do partido para a corrida presidencial, a legenda tem sinalizado o desejo de construir um projeto nacional competitivo. A convivência com Ratinho Júnior, que já vinha demonstrando interesse na disputa de 2026, promete ser um dos pontos de maior tensão dentro da nova configuração interna do PSD.

Em comunicado oficial, o PSDB lamentou a saída de Leite e reconheceu seu papel de destaque na legenda. “Perdemos uma liderança de grande expressão nacional, mas seguimos comprometidos com a formação de uma candidatura viável e coerente com os valores da social-democracia”, declarou Marconi Perillo, presidente nacional da sigla.

Entre o Planalto e o Senado

Ao migrar para o PSD, Leite passa a ter dois caminhos possíveis em 2026: disputar a Presidência da República ou concorrer ao Senado, reforçando a presença da sigla no Legislativo. Atualmente, o PSD figura entre os maiores partidos da Casa, o que garante peso nas decisões e acordos políticos.

A escolha por um novo partido também marca um reposicionamento ideológico. De um partido tradicionalmente vinculado ao centro liberal, Leite se aproxima de uma legenda que vem expandindo sua influência em governos estaduais e na Câmara dos Deputados, buscando ocupar um espaço de protagonismo ao centro do espectro político brasileiro.

Foto: Mauricio Tonetto / Secom / Governo do RS