ASSASSINO DESCOBERTO

Polícia monta arapuca e usa garrafas d’água para descobrir assassino procurado há 23 anos nos EUA

Tecnologia de genealogia genética e uma garrafa de água descartada levaram à prisão de Eugene Gligor, ex-namorado da filha da vítima, por assassinato em 2001.

Polícia monta arapuca e usa garrafas d’água para descobrir assassino procurado há 23 anos nos EUA
Foto: Montgomery County Department of Police
Publicado em 09/05/2025 às 7:18

Eugene Teodor Gligor, de 44 anos, admitiu nesta quarta-feira (8) ser o responsável pela morte de Leslie Preer, uma mulher assassinada em sua residência em Chevy Chase, Maryland, em maio de 2001. A confissão ocorre após mais de 20 anos sem pistas concretas sobre o criminoso, e um grande avanço nas investigações no ano passado, quando novas tecnologias de DNA forense permitiram identificar Gligor como o autor do crime.

Na época, a polícia havia encontrado sangue na cena do crime e, após uma análise genética, detectou DNA de um homem desconhecido. A evidência mais crucial foi o DNA encontrado sob as unhas de Preer, indicando que ela teria lutado com seu agressor antes de ser morta.

O promotor do condado de Montgomery, John McCarthy, explicou como a investigação se desenrolou: “Identificamos um parente distante do suspeito, que vivia na Romênia. A partir disso, montamos uma árvore genealógica. Quando obtivemos a confirmação de que o DNA de Gligor correspondia ao encontrado na cena do crime, pudemos finalmente dar um passo importante na resolução do caso”.

A captura de Gligor ocorreu de forma discreta, durante um voo de Londres para o Aeroporto Internacional de Dulles, na Virgínia. Durante o procedimento de imigração, a polícia utilizou garrafas de água estrategicamente posicionadas para coletar o DNA do suspeito, que foi confirmada como compatível com as amostras coletadas no crime.

Embora a defesa de Gligor tenha questionado a legalidade da maneira como as provas foram obtidas, ele não resistiu e acabou se declarando culpado de homicídio doloso antes que o tribunal pudesse se debruçar sobre o argumento da defesa.

Gligor agora aguarda sua sentença e pode ser condenado a até 30 anos de prisão.

O Crime e o Relacionamento com a Vítima

Na época do crime, Gligor tinha um relacionamento de cinco anos com Lauren, filha de Leslie Preer. O assassinato aconteceu três anos após o término do namoro entre ele e Lauren, e o motivo do crime continua sem explicações claras. Lauren relatou que, após o fim do relacionamento, manteve uma convivência amistosa com Gligor, e os dois se encontraram ocasionalmente, sem levantar suspeitas.

Em uma dessas ocasiões, ela chegou a comentar com o ex-namorado sobre a morte de sua mãe. Lauren afirmou nunca ter desconfiado de Gligor, mas revelou que seu pai sempre teve uma impressão negativa sobre ele. Segundo Lauren, seu pai achava que algo estava errado no comportamento de Eugene, embora nunca tenha explicado o motivo de sua desconfiança.

O caso, finalmente, chegou ao fim com a confissão de Gligor, trazendo à tona as complexidades de um crime que demorou mais de duas décadas para ser resolvido.

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