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Cinco operações em menos de duas semanas colocam cidade catarinense no centro das investigações

Ações do Gaeco miram contratos públicos e levantam suspeitas em diferentes áreas da administração

Cinco operações em menos de duas semanas colocam cidade catarinense no centro das investigações
Publicado em 12/02/2026 às 6:10

O município de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, foi alvo de cinco operações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em um intervalo inferior a duas semanas. As ações investigam suspeitas de irregularidades em processos licitatórios e contratos públicos firmados em diferentes áreas da administração municipal.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as investigações são distintas entre si e seguem a lógica processual conforme os elementos reunidos nos autos. A proximidade entre as deflagrações ocorreu em razão do momento em que as autorizações judiciais foram deferidas.

As apurações envolvem contratos nas áreas de exploração comercial de espaços públicos, tecnologia em geoprocessamento e soluções cartográficas, softwares, limpeza urbana e ensino.

Operação Aurantium

Deflagrada em 30 de janeiro de 2026, a Operação Aurantium investiga um contrato de concessão para exploração comercial de espaço público firmado em 2023. Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos na prefeitura de Criciúma.

Conforme o MPSC, a empresa vencedora da licitação não teria cumprido requisitos necessários para participar do processo, como a ausência de sócios vinculados à administração municipal. Também há suspeita de que tenha obtido informações privilegiadas sobre o edital. São apurados crimes como falsidade ideológica, frustração ao caráter competitivo e perturbação do procedimento licitatório.

Operação Ubiquidade

No dia 5 de fevereiro de 2026, a Operação Ubiquidade cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Criciúma e Balneário Rincão. A investigação envolve um servidor público e sua esposa, suspeitos de crimes contra a administração pública entre 2021 e 2024.

De acordo com as apurações, o esquema teria envolvido a criação de um centro de serviços no município para favorecer uma instituição de ensino. Em contrapartida, a instituição contrataria uma empresa de fachada vinculada à esposa do agente público.

Operação Control C – segunda fase

A segunda fase da Operação Control C foi deflagrada em 6 de fevereiro de 2026 e cumpriu 10 mandados em Araranguá, Criciúma, Florianópolis, Palhoça, Sangão e Tubarão.

Segundo o MPSC, uma organização criminosa atuaria em conjunto com uma empresa de licenciamento de softwares para facilitar o vencimento de contratos licitatórios em municípios do Sul do Estado.

Operação Varredura

Deflagrada na terça-feira (10), a Operação Varredura cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em Criciúma, Balneário Rincão, Forquilhinha e Curitiba (PR). O foco são contratos de limpeza urbana firmados em 2018.

A investigação aponta possível conluio entre empresas concorrentes para favorecer um único grupo empresarial. Também são apurados indícios de formação irregular de consórcios, sobreposição de contratos e pagamentos indevidos.

Operação Skyfall

Também na terça-feira (10), a Operação Skyfall cumpriu 16 mandados em Criciúma, Nova Veneza e Balneário Rincão. A ação investiga suposto esquema de favorecimento a empresas do setor de tecnologia em geoprocessamento e soluções cartográficas, além de engenharia de sistemas.

De acordo com o Ministério Público, há indícios de que um agente público teria fraudado licitações para beneficiar empresa da qual seria sócio oculto.

Posicionamento da prefeitura

A prefeitura de Criciúma se manifestou após cada operação por meio de notas oficiais, afirmando que os fatos investigados ocorreram durante a antiga administração municipal. O Executivo declarou ainda que permanece à disposição para colaborar com as investigações.

FONTE: ND MAIS