GOVERNO DE SC
Nos bastidores do poder: Jorginho pode ter Adriano Silva (NOVO) como vice em 2026
Movimentação articula direita em SC e pode redesenhar alianças para agora e para 2030

Tenho acompanhado de perto as movimentações políticas em Santa Catarina, e nos últimos dias um assunto passou a circular com força nos bastidores e nas redes sociais: o possível convite do governador Jorginho Mello para que o prefeito de Joinville, Adriano Silva, seja seu candidato a vice-governador no projeto de reeleição em 2026.
A informação, que vem ganhando corpo, aponta que Adriano Silva pode ainda hoje, quinta-feira (22) como pré-candidato a vice. Uma reunião realizada nesta manhã na Casa d’ Agronômica, em Florianópolis, pode ter sido decisiva para selar a aliança entre o PL e o Novo. Caso se confirme, a chapa majoritária ficaria praticamente fechada, com um claro alinhamento ideológico à direita, incluindo ainda os nomes de Carol De Toni e Carlos Bolsonaro para o Senado.
Se comenta nas redes sociais, que uma fonte, que prefere não se identificar, afirmou que o projeto é ainda mais amplo e estratégico. De acordo com esse relato, Jorginho Mello teria ido pessoalmente a Joinville, na semana passada, para convidar oficialmente Adriano Silva não apenas para ser vice em 2026, mas para assumir o governo em 2030. A ideia seria que Jorginho renunciasse ao cargo para disputar outro posto eletivo, como a Presidência, Vice-Presidência, Senado ou Câmara Federal, abrindo caminho para Adriano assumir o Executivo estadual e concorrer à reeleição.
Na minha avaliação, trata-se de uma jogada política ousada e muito bem calculada. Adriano Silva comanda a maior cidade de Santa Catarina, tem boa avaliação administrativa e representa um perfil técnico que conversa bem com o discurso defendido hoje pelo governador. Para Jorginho, a escolha significaria fortalecer sua base no Norte do Estado e, ao mesmo tempo, projetar uma sucessão alinhada.
Por outro lado, se essa chapa se confirmar, o impacto no tabuleiro político será imediato. MDB e a Federação União Progressistas (União Brasil e PP) tendem a ficar fora do projeto, o que empurra essas siglas para outros caminhos. A tendência mais clara é de aproximação com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, pré-candidato ao governo pelo PSD.
Questionado sobre o assunto, o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária e presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, foi direto ao afirmar que, caso as informações se confirmem, o partido irá “traçar seu caminho”.
Minha leitura é que estamos diante de um movimento que antecipa, e muito, o debate eleitoral em Santa Catarina. Mais do que uma simples composição de chapa, o que está em jogo é um projeto de poder de médio e longo prazo, que pode redefinir alianças, isolar partidos tradicionais e consolidar um eixo político bem definido no Estado.



