PRESÍDIO
Monitoramento total e presos históricos: os bastidores da prisão que vai abrigar Maduro
Unidade federal de Nova York é conhecida por rigor extremo, histórico de falhas e nomes famosos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, capturado pelas autoridades dos Estados Unidos, foi levado na noite deste sábado (3) para o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York. A chegada ao local ocorreu por volta das 22h50 (horário de Brasília), após passagem inicial por uma unidade da Agência de Repressão às Drogas (DEA).
Localizada na cidade de Nova York, a prisão é a única unidade federal da cidade e abriga atualmente mais de 1.300 detentos, entre presos provisórios e condenados considerados de alta periculosidade. O local é conhecido tanto pelo rigor extremo nas regras de segurança quanto por problemas estruturais que já chamaram a atenção das autoridades norte-americanas.
As celas contam com monitoramento 24 horas por dia, controle rígido de circulação e critérios severos para visitas. Todos os contatos externos passam por fiscalização rigorosa, e os presos permanecem sob vigilância constante.
A unidade ganhou notoriedade internacional após um apagão elétrico em 2019, ocorrido em pleno inverno, quando os detentos enfrentaram temperaturas extremas por vários dias. Desde então, o Centro de Detenção do Brooklyn é frequentemente citado em relatórios sobre condições precárias no sistema prisional federal.
Ao longo dos anos, o local já recebeu presos de grande repercussão internacional, como o narcotraficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán, o rapper P. Diddy, condenado por crimes ligados à prostituição, e o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, durante processos por corrupção nos Estados Unidos.
O que deve acontecer com Maduro
Maduro deve permanecer preso de forma provisória, enquanto responde a processos na Justiça norte-americana por acusações relacionadas a narcoterrorismo. Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente e discursou cobrando a libertação do líder venezuelano, afirmando que ele seria o único presidente legítimo do país.
Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump declarou que o país pretende administrar a Venezuela por tempo indeterminado, até que uma transição seja considerada possível. Segundo ele, os EUA também planejam explorar recursos petrolíferos venezuelanos durante esse período.
Trump ainda descartou qualquer possibilidade de apoio a um governo liderado pela oposição, incluindo María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz no ano passado, alegando que ela não teria respaldo popular suficiente para governar.



