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Game Boy e seus acessórios mais bizarros já criados pela Nintendo e outras empresas

De carregador solar a máquina de costura, portátil virou laboratório de invenções improváveis

Game Boy e seus acessórios mais bizarros já criados pela Nintendo e outras empresas
Publicado em 29/12/2025 às 11:25

A Nintendo sempre foi conhecida por ir além do básico quando o assunto é videogame. Muito antes do Wii popularizar controles de movimento e acessórios inusitados, a empresa japonesa já experimentava ideias ousadas para ampliar a experiência dos jogadores. O Game Boy, lançado no fim dos anos 1980, é talvez o melhor exemplo dessa filosofia.

Mesmo com hardware simples e limitações técnicas claras, o portátil recebeu uma quantidade surpreendente de acessórios — muitos úteis, outros curiosos e alguns simplesmente difíceis de acreditar. Parte desses apetrechos foi criada pela própria Nintendo, enquanto outros surgiram pelas mãos de empresas terceiras, algumas delas apostando alto em ideias que hoje parecem saídas de um filme de ficção científica.

A seguir, relembramos alguns dos acessórios mais bizarros, improváveis e fascinantes já lançados para o clássico portátil.

Carregadores e baterias

Um dos maiores desafios do Game Boy era o consumo de energia. O console exigia quatro pilhas AA, algo custoso numa época em que pilhas recarregáveis ainda não eram populares. Para contornar o problema, surgiram diversas soluções alternativas.

A própria Nintendo lançou carregadores externos semelhantes aos power banks atuais. Porém, as ideias mais estranhas vieram de fabricantes menores. Um dos exemplos mais curiosos é o Solar Charger, produzido pela empresa Innovation.

O acessório utilizava painéis solares para captar energia, exigindo cerca de oito horas de exposição ao sol para uma carga completa. Depois disso, bastava conectar o cabo AC na lateral do Game Boy. Apesar do visual improvisado, o carregador realmente funcionava, embora nunca tenha ficado claro por quanto tempo o console permanecia ligado após a carga.

O Game Boy e sua telinha escura

Outro problema clássico do portátil era a falta de iluminação. Jogar no escuro era impossível e o tamanho reduzido da tela dificultava a visualização.

Para resolver isso, surgiram acessórios como o Nuby Game Light, uma luz que se encaixava diretamente sobre a tela, iluminando o visor. O ponto negativo era o consumo de energia: o acessório exigia quatro pilhas extras, dobrando o peso e o custo.

Já a Nintendo apostou em soluções mais inteligentes, como o Light Boy, que combinava lupa e iluminação, ampliando a imagem e facilitando a leitura dos gráficos. Ele utilizava apenas duas pilhas, tornando-se uma opção mais prática.

Diversas empresas copiaram o conceito, alterando cores e encaixes. Algumas, porém, decidiram levar a ideia a um nível completamente exagerado.

Game Boy ou Transformer?

Entre os acessórios mais famosos — e controversos — está o Handy Boy, da empresa americana STD. O apetrecho transformava completamente o portátil, adicionando lupa, iluminação, amplificadores de som, botões maiores e até um direcional analógico.

Apesar de dispensar pilhas, o Handy Boy ganhou fama por seus problemas técnicos. Muitos relatos apontam que o acessório desligava o console ao ser conectado à tomada. Além disso, sua estrutura era extremamente frágil.

Como alternativa, o acessório permitia a alimentação de energia por meio de placas metálicas nos contatos das pilhas, solução que tornava tudo ainda mais instável: qualquer impacto podia desligar o jogo.

O exagero máximo

Se o Handy Boy já parecia excessivo, a empresa Saitek conseguiu ir além com o acessório chamado Booster. Ele reunia praticamente todos os recursos do concorrente, porém em um corpo gigantesco, transformando o Game Boy quase em um console de mesa.

O Booster utilizava pilhas do tipo C, muito maiores que as AA tradicionais, evidenciando seu tamanho desproporcional. O amplificador de som era potente, os controles rígidos e pouco ergonômicos. Havia até um compartimento traseiro capaz de armazenar dois cartuchos.

Era, sem dúvida, funcional — mas também um dos acessórios mais exagerados já criados.

Diga “X”

Entre os acessórios mais curiosos estão a Game Boy Camera e a Game Boy Printer. A câmera se encaixava no slot de cartucho e permitia tirar fotos frontais, semelhantes às selfies atuais, porém em preto e branco e baixa resolução.

O acessório contava com editor de imagens, armazenamento interno e até pequenos jogos. Já a impressora funcionava de forma semelhante a máquinas de cartão, imprimindo as fotos em papel térmico, com qualidade bastante limitada.

Mesmo assim, o conjunto virou um ícone cult e é lembrado até hoje como uma das ideias mais criativas da Nintendo.

Parece história de pescador

E não, não é exagero. O Pocket Sonar, produzido pela Bandai, também se conectava ao Game Boy no lugar do cartucho. Ele vinha com um sensor que podia ser mergulhado na água para detectar peixes a até 20 metros de profundidade.

Além da função prática, o acessório incluía pequenos jogos de pescaria. Lançado em 1998, o periférico ficou restrito ao Japão e é considerado um dos produtos mais aleatórios já compatíveis com o portátil.

Máquina de costura

Outro acessório improvável foi desenvolvido pela Singer. A empresa criou uma máquina de costura compatível com o Game Boy, conectada por cabo. Um cartucho especial permitia escolher padrões de costura exibidos na tela do console.

A máquina lia os comandos do jogo e executava automaticamente o padrão selecionado, unindo tecnologia, entretenimento e utilidade doméstica de uma forma jamais repetida.

AUXÍLIO MÉDICO

Talvez o acessório mais inesperado seja o PediSedate, lançado após o auge do Game Boy. Ele funcionava como um par de fones de ouvido, mas incluía uma máscara conectável a gases anestésicos.

A ideia era simples: distrair crianças com jogos durante procedimentos médicos, reduzindo o estresse e a ansiedade antes de cirurgias. O Game Boy funcionava como ferramenta de imersão, ajudando no conforto emocional dos pequenos pacientes.

Apesar de muitos desses acessórios nunca terem sido populares, eles mostram como o Game Boy se tornou um dos consoles mais versáteis e experimentais da história. Mesmo décadas depois, a criatividade — e a estranheza — desses apetrechos continuam fascinando jogadores e colecionadores.