UNIÃO PROGRESSISTA
Federação União Brasil-PP redefine cenário político: veja quem comanda os estados
Com nova aliança, partidos dividem controle de diretórios estaduais e geram disputas regionais que influenciarão as eleições de 2026.

Durante essa semana, União Brasil e Progressistas (PP) oficializaram a formação de uma federação partidária, criando a União Progressista (UP). O anúncio foi realizado no Salão Negro do Congresso Nacional, reunindo líderes das duas siglas que agora se consolidam como a maior força política do Congresso Nacional, com 107 deputados e 14 senadores.
A federação já definiu o comando de 18 dos 27 estados brasileiros, com o União Brasil assumindo a liderança em Ceará, Goiás, Amazonas, Bahia, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia. O PP ficará responsável pelos diretórios de Acre, Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. A divisão obedeceu a critérios como a presença de governadores e a quantidade de representantes eleitos em cada estado .
No entanto, a aliança enfrenta desafios internos. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ainda não definiram suas lideranças, e há resistência de alguns parlamentares em relação à divisão de poder. No Amazonas, por exemplo, o deputado Pauderney Avelino (União-AM) demonstrou desavenças com o governador Wilson Lima (União), o que pode impactar a coesão da federação.
Além disso, há divergências sobre o comando nacional da federação. Inicialmente, o PP propôs que o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), assumisse a presidência, mas não houve consenso. Por fim, decidiu-se por um regime de co-presidência, com participação de dirigentes de ambas as siglas, até dezembro deste ano.
A federação também sinaliza um afastamento do governo federal. Atualmente, o União Brasil ocupa os ministérios do Turismo, Integração Nacional e Comunicações, enquanto o PP comanda os Ministérios dos Esportes e da Caixa Econômica Federal. Segundo ACM Neto, vice-presidente do União Brasil, a federação avaliará no final deste ano a continuidade ou não de sua participação nos cargos do governo.
Com essa união, os partidos visam fortalecer sua posição para as eleições de 2026, ampliando seu fundo partidário para R$ 954 milhões e consolidando-se como protagonistas no cenário político nacional.



