NOTA DE ESCLARECIMENTO

HBR divulga esclarecimentos oficiais sobre caso de recém-nascido falecido em outubro

Documento técnico aponta malformação grave e ausência de pré-natal adequado, afastando hipótese de erro assistencial

HBR divulga esclarecimentos oficiais sobre caso de recém-nascido falecido em outubro
Foto: Divulgação
Publicado em 02/12/2025 às 7:02

O Hospital Beatriz Ramos (HBR) divulgou nesta semana uma nota oficial sobre o caso do recém-nascido que faleceu em 12 de outubro de 2025. O esclarecimento foi emitido após dúvidas levantadas nas últimas semanas e reafirma o compromisso da instituição com a transparência, a responsabilidade técnica e o respeito às famílias atendidas.

De acordo com o laudo emitido pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), o bebê apresentava Hérnia Diafragmática Congênita, uma malformação grave de origem intrauterina que, quando não identificada no acompanhamento pré-natal, pode ser incompatível com a vida. A análise realizada pelo SVO seguiu todos os protocolos legais, incluindo o que determina a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O documento aponta também a falta de continuidade no pré-natal por parte da mãe, bem como a não realização do ultrassom morfológico, exame fundamental para identificar malformações ainda durante a gestação. Diante desses elementos, o hospital afirma que a causa do óbito foi exclusivamente congênita, não havendo qualquer indicação de erro médico ou falha na assistência prestada.

A nota destaca que, mesmo diante de um cenário extremamente sensível, a equipe manteve postura humanizada. A mãe pôde permanecer com o bebê por um período prolongado para a despedida — medida autorizada pela equipe, mesmo excedendo os protocolos formais da instituição. Segundo o HBR, esse gesto reforça o compromisso com o acolhimento e o cuidado integral às famílias.

O hospital lamenta que, paralelamente à análise técnica e ao trabalho realizado pelos profissionais envolvidos, parte da imprensa e conteúdos nas redes sociais tenham divulgado informações sem verificação adequada. Segundo a instituição, a repercussão baseada apenas em relatos emocionais gerou interpretações equivocadas, ataques injustos e insegurança entre profissionais que atuaram dentro das normas e com rigor ético.

O HBR também esclarece que as médicas mencionadas em algumas publicações são profissionais plenamente habilitadas, com formação concluída e registro ativo. A alegação de que seriam estagiárias é falsa e prejudica a imagem de quem exerce sua função dentro de parâmetros técnicos e legais.

Com o laudo oficial agora confirmado, o hospital reforça a necessidade de que prevaleçam os fatos, garantindo segurança à população e respeito ao trabalho da equipe envolvida. A instituição afirma que seguirá pautada pela ciência, pela ética e pelo dever de proteção à vida, sempre observando os limites legais, o sigilo médico e a dignidade das famílias atendidas.