BOLSONARO

“Tentativa de assassinato”: o ataque mais forte de Eduardo a Moraes

Filho do ex-presidente diz que prisão preventiva não é medida judicial, mas ação para “concluir o que Adélio tentou”.

“Tentativa de assassinato”: o ataque mais forte de Eduardo a Moraes
Publicado em 23/11/2025 às 8:26

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez neste sábado (22) uma declaração explosiva após a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não seria apenas uma medida judicial, mas sim uma ação que configuraria uma tentativa de assassinato.

A prisão foi autorizada poucas horas antes, atendendo a um pedido da Polícia Federal (PF). Revoltado, Eduardo afirmou que a medida extrapola a legalidade e tem como objetivo final eliminar seu pai.

“Não é medida cautelar, prisão preventiva ou qualquer outro termo que os serviçais do regime utilizam para suavizar essa abominação. Precisamos ter a coragem de dizer exatamente o que está acontecendo: Moraes está tentando terminar o trabalho que Adélio Bispo começou. É uma tentativa de assassinato, nada menos do que isso”, publicou o deputado nas redes sociais.

Eduardo Bolsonaro também criticou o argumento de risco de fuga levantado pela Polícia Federal, destacando as condições de saúde do pai.

“Ninguém normal pode dizer que um idoso, sequestrado em sua residência, cercado por dezenas de capangas da gestapo alexandrina, com a saúde totalmente debilitada e a necessidade constante de acompanhamento hospitalar devido à tentativa de assassinato de um ex-integrante do PSOL, possa fugir. Ninguém normal pode chamar uma vigília de oração de reunião ilícita que compromete a ordem pública”, escreveu.

Ao final, ele ampliou o tom e falou em perseguição política e eliminação da oposição no país.

“O objetivo de Alexandre de Moraes é bem simples: matar meu pai. Terminar o serviço que a esquerda já tentou. Alexandre de Moraes é, hoje, apenas um capanga que faz o serviço sujo do regime de exceção que visa tomar o poder e eliminar completamente a oposição política no Brasil”, concluiu.

As falas refletem a escalada de tensões entre apoiadores do ex-presidente e setores do Judiciário, alimentando um clima de confronto institucional e incerteza sobre os próximos desdobramentos.