ESPECIAL DIA DO PROFESSOR

Quando ensinar é semear sonhos: a jornada inspiradora de Francieli Sepanhaki

Entre cafés na estrada e sorrisos em sala de aula, professora de Timbó e Benedito Novo revela bastidores da preparação para o SAEB 2025 e o amor pela profissão

Quando ensinar é semear sonhos: a jornada inspiradora de Francieli Sepanhaki
Publicado em 06/11/2025 às 19:16

Ensinar vai muito além de transmitir conteúdos — é inspirar, acolher e transformar vidas. E quem conhece a professora Francieli Sepanhaki, que atua na rede estadual de Timbó e Benedito Novo, sabe que ela representa exatamente isso.

Com carisma, humor e muita paixão pela Língua Portuguesa, Francieli foi responsável por conduzir as turmas do 3º ano do ensino médio na preparação para o SAEB 2025, desafio que ela enfrentou com criatividade e amor pela profissão.

A seguir, você confere a entrevista completa para o Especial do Dia do Professor MNDV.

ENTREVISTA

MNDV: Professora Francieli, conte um pouco sobre sua trajetória na educação. O que a motivou a escolher o magistério como profissão?

Francieli: Ah, eu costumo dizer que não fui eu quem escolheu a educação… foi ela quem me escolheu! Desde pequena, eu já brincava de “dar aula” para as bonecas, corrigia provas imaginárias e fazia chamada no caderno da mãe. Cresci e percebi que a sala de aula era o meu lugar no mundo: um espaço onde posso aprender todos os dias tanto quanto ensino. Ser professora de Língua Portuguesa é estar em contato com palavras, histórias e pessoas — e isso é simplesmente apaixonante!

MNDV: Você atua na rede estadual de Timbó e Benedito Novo. Como tem sido essa experiência em diferentes realidades escolares?

Francieli: É uma aventura digna de um livro, viu? Cada cidade tem seu próprio “capítulo” e suas peculiaridades. Em Timbó, a rotina é mais agitada; já em Benedito Novo, o clima é mais acolhedor, com aquele toque de comunidade que a gente adora. Trabalhar nos dois lugares me faz perceber o quanto o ensino é vivo e diverso, e como cada aluno traz uma história que vale a pena ouvir. Além disso, confesso que já virei especialista em tomar café na estrada entre uma escola e outra!

MNDV: Neste ano, você esteve à frente da preparação das turmas do 3º ano do ensino médio para o SAEB 2025. Como foi esse desafio e o que mais marcou esse processo?

Francieli: Foi como preparar um time para a final do campeonato! Cada aula era um treino e cada simulado, um amistoso. O mais marcante foi ver o comprometimento dos alunos crescendo a cada semana, além de perceber aquele brilho nos olhos quando entendiam os textos e mandavam bem nas interpretações.

MNDV: O SAEB é uma avaliação que exige foco e comprometimento. Quais estratégias pedagógicas você utilizou para engajar os alunos e tornar o aprendizado mais significativo?

Francieli: Transformei a sala em uma mistura de game show e oficina de leitura! Usei jogos, desafios, memes e até música para mostrar que a Língua Portuguesa vai muito além das regras gramaticais. Também trabalhei com textos que faziam sentido para eles, como letras de músicas, tirinhas e notícias curiosas — por exemplo, Trem-bala, da Ana Vilela, A Crônica, de Luís Fernando Verissimo, e fragmentos de O Menino Maluquinho, do Ziraldo. Tudo para provar que ler é decifrar o mundo, não apenas o livro didático.

MNDV: Que tipo de apoio e envolvimento dos alunos você percebeu ao longo da preparação? Houve alguma mudança de comportamento ou amadurecimento visível durante esse período?

Francieli: Sim! No começo, muitos viam o SAEB como um “bicho de sete cabeças”. Depois, começaram a encarar como uma oportunidade de mostrar o quanto cresceram. Vi alunos tímidos participando mais, colegas ajudando uns aos outros e, o mais bonito, um senso de equipe que nasceu ali. Acho que o maior resultado foi esse: perceber que juntos, com esforço e bom humor, dá pra chegar longe.

MNDV: Em sua visão, qual é o papel do professor na formação de jovens que estão prestes a encerrar o ensino médio e ingressar em novas fases da vida?

Francieli: Ser professor nessa fase é um misto de orientador, psicólogo e torcedor de arquibancada. É estar ali dizendo: “Vai, você consegue!” e, ao mesmo tempo, ajudando a organizar as ideias para o futuro. Nosso papel é inspirar, mostrar caminhos e lembrar que a vida é feita de recomeços — e que, mesmo fora da escola, o aprendizado nunca termina.

MNDV: Quais foram os maiores aprendizados pessoais e profissionais que você leva dessa jornada com as turmas de 2025?

Francieli: Aprendi que cada turma é um universo e que ensinar é, acima de tudo, um ato de paciência e afeto. Aprendi a rir dos imprevistos, a comemorar pequenas vitórias e a entender que o sucesso vem aos poucos — uma leitura bem feita de cada vez. Profissionalmente, saio mais confiante e, pessoalmente, com o coração cheio de gratidão.

MNDV: Para finalizar, qual mensagem você deixaria aos colegas professores neste Dia do Professor — especialmente àqueles que enfrentam os desafios diários da sala de aula com dedicação e amor?

Francieli: Colegas, respirem fundo e lembrem-se: somos artistas da paciência e arquitetos de futuros! Às vezes, parece que estamos remando contra a maré, mas é o nosso trabalho que mantém o barco da educação navegando. Sigamos com humor, coragem e café (muito café), porque ensinar é semear sonhos — e nada é mais bonito do que ver esses sonhos florescendo nas próximas gerações.

Com uma energia contagiante e um olhar sensível sobre o papel da educação, Francieli Sepanhaki mostra que ensinar é muito mais do que seguir um currículo: é tocar vidas, construir pontes e inspirar futuros. Sua história representa tantos outros professores que, mesmo diante de desafios diários, seguem firmes, acreditando que cada aula pode mudar o mundo — um aluno de cada vez.