ESPECIAL DIA DO PROFESSOR
“Ser professora é um ato de coragem, resistência e esperança”, diz Luana Furquim
No Especial do Dia do Professor, Luana compartilha sua paixão pela Educação e o impacto de suas aulas em Língua Portuguesa, Literatura e Artes

O amor pela Educação e o poder das palavras se encontram na trajetória da professora Luana Furquim Ramos, que leciona Língua Portuguesa e Literatura no Ensino Médio e Artes no Ensino Fundamental. Com sensibilidade e dedicação, ela transforma o aprendizado em uma experiência significativa, onde a criatividade e a empatia andam lado a lado.
EMTREVISTA
MNDV: O que a motivou a seguir o caminho da Educação e se tornar professora?
Luana: Sempre admirei o poder que a Educação tem de transformar pessoas e realidades. Desde cedo, percebi que queria fazer parte desse processo — contribuir para a formação não só intelectual, mas também humana dos meus alunos. Ser professora é mais que uma profissão; é um propósito que carrego com muito amor e responsabilidade.
MNDV: Como surgiu o interesse específico pelas áreas de Língua Portuguesa, Literatura e Artes?
Luana: Essas áreas sempre me encantaram por permitirem múltiplas formas de expressão e de olhar o mundo. A Língua Portuguesa é a base da comunicação; a Literatura, a arte de sentir e compreender o outro; e as Artes, a liberdade de criar. Juntas, elas revelam o que há de mais sensível e humano em nós. Por isso, sempre me identifiquei profundamente com esse universo.
MNDV: Na sua visão, o que há de mais transformador no ato de ensinar?
Luana: O mais transformador é ver o crescimento do aluno — perceber quando ele se descobre capaz, quando desenvolve o senso crítico, quando entende que pode ocupar seu espaço no mundo. Ensinar é plantar sementes que, muitas vezes, só florescem com o tempo, mas que deixam marcas profundas tanto em quem aprende quanto em quem ensina.
MNDV: Quais são os maiores desafios de trabalhar com adolescentes e crianças em diferentes etapas de ensino?
Luana: Cada faixa etária traz seus próprios desafios e encantos. Os adolescentes estão em constante construção de identidade e precisam ser ouvidos e compreendidos. Já as crianças têm uma curiosidade natural que precisa ser alimentada com afeto e criatividade. O desafio está em adaptar as metodologias, manter o vínculo e despertar o interesse em tempos em que as distrações são muitas.
MNDV: Como você busca despertar o gosto pela leitura e pela expressão artística entre os alunos?
Luana: Procuro sempre relacionar os conteúdos com o cotidiano deles, tornando as aulas mais significativas. Gosto de propor atividades criativas, produções textuais com temas próximos da realidade e projetos que envolvam música, pintura e escrita. Quando o aluno se vê representado, ele se envolve e descobre o prazer de criar e de se expressar.
MNDV: Há alguma experiência marcante na sala de aula que tenha reforçado sua escolha por ser professora?
Luana: Sim, várias. Mas o que mais me marca são aqueles momentos em que um aluno que antes tinha pouca autoconfiança passa a acreditar em si mesmo, começa a participar, escrever, se expressar. Ver essa evolução é o maior reconhecimento que um professor pode ter. É nesses instantes que lembro o porquê escolhi estar ali.
MNDV: A tecnologia e as novas linguagens têm influenciado o modo como os alunos aprendem e se expressam. Como você adapta suas aulas a esse novo cenário?
Luana: Acredito que a tecnologia, quando bem utilizada, pode ser uma grande aliada. Procuro integrá-la de forma criativa — com vídeos, plataformas interativas, produções digitais e projetos colaborativos. Mais do que acompanhar as mudanças, tento fazer com que os alunos usem essas ferramentas de forma crítica e produtiva.
MNDV: O que significa, para você, ser professora nos dias de hoje — em um mundo em constante mudança?
Luana: Ser professora hoje é um ato de coragem, resistência e esperança. Vivemos tempos desafiadores, em que o papel do educador precisa ser constantemente reafirmado. Mas, mesmo diante das dificuldades, acredito na força transformadora do ensino e na importância de continuar semeando valores, conhecimento e sensibilidade. Ser professora é acreditar, todos os dias, que o mundo pode ser melhor através da Educação.
O olhar sensível e o amor pelo que faz definem a trajetória de Luana Furquim Ramos, uma educadora que enxerga na arte e nas palavras o caminho para formar cidadãos mais críticos, criativos e humanos. Sua história é um lembrete de que ensinar é, acima de tudo, um ato de amor e de fé no futuro.



