CESSAR-FOGO

Após mais de dois anos em cativeiro, reféns do Hamas são libertados em operação histórica

Acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA garante a liberdade de 20 israelenses e reacende esperanças em meio ao conflito mais sangrento da década

Após mais de dois anos em cativeiro, reféns do Hamas são libertados em operação histórica
Foto: Divulgação
Publicado em 13/10/2025 às 7:28

O mundo acompanhou com alívio e emoção a libertação de 20 reféns israelenses que estavam sob poder do Hamas desde os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023. A operação aconteceu na madrugada desta segunda-feira (13), como parte do novo acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo extremista, mediado pelos Estados Unidos.

O acordo prevê que, em troca, Israel libere cerca de 2 mil prisioneiros palestinos — entre eles, 250 que cumpriam penas de prisão perpétua. O Hamas também se comprometeu a devolver os corpos de reféns mortos durante o período de cativeiro.

Entre os libertados estão jovens, adultos e militares que foram capturados em diferentes localidades de Israel, incluindo participantes do Festival Nova, um dos alvos do massacre de 2023.

Os nomes confirmados incluem Matan Angrest (22), Gali e Ziv Berman (28), David e Ariel Cunio, Rom Braslavski (21), Nimrod Cohen (21), Eitan Horn (39), Guy Gilboa Dalal (24), Maxim Herkin (37), Segev Kalfon (27), Bar Kuperstein (23), Eitan Mor (25), Yosef Haim Ohana (25), Alon Ohel (24), Avinatan Or (32) e Matan Zangauker (25), entre outros.

Os reféns foram entregues à Cruz Vermelha e encaminhados às Forças de Defesa de Israel para exames médicos e reencontro com as famílias.

“Hoje é um dia de lágrimas — de alegria para uns, de saudade para outros. Continuaremos lutando até que todos voltem para casa”, declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Apesar da libertação, estima-se que 48 reféns ainda permaneçam em Gaza, sendo que 28 deles já são considerados mortos. O cessar-fogo temporário, segundo mediadores, poderá ser prorrogado caso o Hamas cumpra as próximas etapas do acordo.

O conflito, que já dura mais de dois anos, soma mais de 60 mil palestinos mortos na Faixa de Gaza e centenas de israelenses desaparecidos desde o início dos confrontos. A libertação desta segunda-feira reacende a esperança de um desfecho menos violento para uma das crises mais longas e dolorosas do Oriente Médio.

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