OBRA HISTÓRICA
Gigante dos mares chega ao Litoral Norte de SC para obra histórica
Draga Galileo Galilei, famosa por “engordar” a praia de Balneário Camboriú, vai atuar em megaprojeto de dragagem e recuperação de praias em Itapoá

A gigante dos mares está de volta ao litoral catarinense. A draga Galileo Galilei, famosa por ter sido utilizada no alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú, deve atracar no Porto de São Francisco do Sul nesta quinta-feira (9).
O equipamento chega para participar da obra de dragagem da Baía Babitonga, um megaprojeto de R$ 324 milhões que vai aprofundar o canal de acesso ao complexo portuário de 14 para 16 metros. A iniciativa permitirá a entrada de navios de maior porte, ampliando a capacidade operacional do porto e impulsionando o desenvolvimento econômico da região.
De acordo com o Porto de São Francisco, a chegada da Galileo Galilei tem como objetivo descarregar cerca de 20 contêineres de equipamentos e peças de reposição. O início efetivo das atividades depende apenas da liberação final do Ibama, prevista para os próximos dias.
Além da dragagem, o projeto traz uma novidade inédita no país: o reaproveitamento dos sedimentos retirados do fundo da baía para o engordamento das praias de Itapoá.
“Será a maior obra de engordamento de praia da história do Brasil, em extensão”, afirma Guilherme Medeiros, diretor de Operações do Porto de São Francisco do Sul.
A previsão é que a obra seja concluída no segundo semestre de 2026. Serão utilizados cerca de 6 milhões de metros cúbicos de areia para ampliar oito quilômetros de faixa de areia da orla, que vem sofrendo com o avanço do mar nos últimos anos.
A poderosa Galileo Galilei
Construída na China em 2020, a draga Galileo Galilei opera sob bandeira de Luxemburgo e é considerada uma das mais modernas do mundo. É uma draga de sucção com autotransporte, ou seja, o tubo é colocado no fundo do mar, e um sistema de bombas suga a mistura de solo e água para o compartimento interno da embarcação — o hopper.
Após o carregamento, o navio navega até o ponto de descarregamento, onde o material é depositado no fundo do mar ou bombeado diretamente para a costa.
Com sua chegada, Santa Catarina se prepara para mais um marco na engenharia costeira nacional — um projeto que une avanço logístico e recuperação ambiental e promete mudar a paisagem do litoral norte do estado.



