FURTOS

Fim dos “amostradinhos” faz disparar furtos na Havan

Rede registrou 64 ocorrências em setembro, quase metade dos delitos de todo o ano

Fim dos “amostradinhos” faz disparar furtos na Havan
Foto: Havan, Divulgação
Publicado em 03/10/2025 às 16:59

A rede de lojas Havan informou ter registrado um aumento expressivo nos casos de furtos, arrombamentos e depredações em suas unidades nos últimos meses. Segundo a varejista, a escalada da criminalidade estaria diretamente ligada ao fim da divulgação dos chamados “amostradinhos”, como eram conhecidos os vídeos de criminosos flagrados dentro das lojas.

A prática foi proibida pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em julho deste ano, que determinou também a exclusão dos vídeos já publicados.

De acordo com dados da Havan, somente em setembro foram 64 ocorrências, o que representa quase metade do total de crimes registrados em todo o ano de 2025, que já soma 131 casos.

“Percebemos que os criminosos não têm medo da justiça ou da polícia, mas sentem vergonha de serem reconhecidos por familiares, amigos, vizinhos ou até por outras vítimas. Quando expostos, pensam duas vezes antes de agir” — afirmou o empresário Luciano Hang, dono da rede.

Vídeo com rostos borrados e pressão por leis mais duras

Apesar da proibição, Hang decidiu divulgar um novo vídeo, desta vez com os rostos borrados, para mostrar a realidade enfrentada pela rede e cobrar medidas mais eficazes das autoridades.

“Não podemos permitir que a criminalidade avance sem controle. É preciso endurecer as leis e investir em tecnologia para proteger a população e garantir um Brasil seguro”, disse.

O empresário também defendeu a aprovação do Projeto de Lei 3630/2025, da deputada federal Bia Kicis (PL), que prevê punições mais severas contra a criminalidade.

Monitoramento nas lojas

Hang reforçou que, mesmo sem poder expor os criminosos, a rede mantém rígido sistema de segurança.

“As pessoas flagradas cometendo crimes são abordadas, identificadas, registramos a ocorrência nos órgãos competentes e processamos. Todas são cadastradas em nosso banco de dados e, em qualquer uma das lojas que entrarem, nosso monitoramento é imediatamente alertado” — concluiu.