FORAGIDO
Empresário de “império” de eletrônicos segue foragido após operação em SC
Investigação aponta esquema milionário de sonegação fiscal e uso de empresas de fachada

Uma das maiores operações do Grupo Especial de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Santa Catarina expôs o empresário Jorbel Griebeler, dono da Cellshop, como alvo central de um esquema milionário. A ação, chamada de “Mercado de Pandora”, ocorreu em 16 de setembro deste ano, mas até o momento o empresário segue foragido da Justiça.
A Justiça catarinense expediu mandado de prisão preventiva contra Griebeler, conhecido por estampar campanhas publicitárias do empreendimento considerado um verdadeiro “império” de eletrônicos na fronteira entre Brasil e Paraguai.
De acordo com as investigações, foram identificadas empresas de fachada — conhecidas como “noteiras” — que emitiam notas fiscais fictícias para movimentar principalmente smartphones sem o devido recolhimento de impostos. Assim que uma empresa era descoberta, era desativada e substituída por outra, mantendo a atividade irregular.
O prejuízo estimado aos cofres públicos catarinenses chega a R$ 45 milhões, mas o valor real pode ser ainda maior. A investigação também aponta indícios de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e movimentações financeiras por meio de criptomoedas e ativos digitais.
Na operação, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva, 44 de busca e apreensão e 69 ordens de bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas, totalizando mais de R$ 227 milhões em valores congelados.
Griebeler, que dias antes da operação havia recebido o título de cidadão honorário de Foz do Iguaçu, nega as acusações. Em nota publicada nas redes sociais, sua defesa afirmou que as denúncias são “infundadas” e que serão rebatidas na Justiça.



