POTÊNCIA

Como uma planta em SC virou potência na produção de toalhinhas para bebês

Investimento de R$ 60 milhões impulsiona produção que já abastece hospitais, farmácias e marcas próprias.

Como uma planta em SC virou potência na produção de toalhinhas para bebês
Publicado em 27/09/2025 às 9:34

Blumenau, em Santa Catarina, se tornou o endereço da maior fábrica de lenços umedecidos da América Latina. A gigante Viveo, uma das líderes em produtos para saúde no Brasil, inaugurou recentemente uma unidade dedicada exclusivamente à produção de toalhinhas cheirosas que abastecem hospitais, farmácias e supermercados de todo o país.

Com um investimento de R$ 60 milhões, a planta já é responsável por cerca de 600 milhões de tiras de lenços por mês — o que representa 60% de toda a produção nacional. Desse total, impressionantes 90% têm como destino o mercado infantil. “É um segmento que ainda tem muito a crescer no Brasil”, aposta Leandro Xavier, diretor industrial da Viveo.

A nova fábrica foi construída no mesmo parque fabril onde já funciona a unidade de esparadrapos e curativos da marca Cremer, comprada pela Viveo em 2017. A operação também centralizou a produção que antes estava distribuída entre as unidades adquiridas em 2021, quando a companhia comprou as fabricantes Daviso (SP) e FW (Blumenau). Dessa aquisição vieram marcas como FeelClean e Piquitucho, que saltaram da oitava para a segunda posição no ranking nacional em apenas cinco anos.

O portfólio é diversificado: lenços íntimos, hospitalares, repelentes, para pets e, claro, para bebês, que lideram a demanda. Além das próprias marcas, cerca de 40% da produção é feita em regime de private label, fabricando produtos para redes de farmácias e supermercados.

Segundo Xavier, a popularização dos lenços enfrenta dois desafios principais: o preço — historicamente associado a consumidores de maior poder aquisitivo — e o hábito do brasileiro, acostumado a usar água para quase tudo. Ainda assim, ele acredita que o mercado deve crescer acima da média por pelo menos mais uma década. Para atender a esse avanço, a fábrica de Blumenau já tem uma sala reservada para expansão, com capacidade de aumentar a produção em até 25%.

Além dos lenços, o parque fabril também é responsável por metade dos esparadrapos médicos produzidos no Brasil, com capacidade de 2,5 milhões de metros quadrados de fitas adesivas mensais, parte delas voltada ao setor industrial.